
Paradinha nos Pênaltis
01/08/08
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A partida entre Flamengo
e Portuguesa, na última semana, no Canindé, trouxe à mídia mais uma
polêmica envolvendo cobranças de pênaltis. Depois das questionadas
paradinhas, o foco agora é sobre os goleiros, que na maioria das
vezes se adiantam para tentar a defesa. Afinal, qual é o critério
para se dizer se o goleiro se movimentou ou não na hora da cobrança? No Brasil, árbitros não se entendem na hora de marcar a infração. Na partida no Canindé, o assistente mandou repetir uma cobrança de Diogo, da Portuguesa, porque o goleiro Bruno teria se adiantado. O mesmo aconteceu com a cobrança de Ibson, do Flamengo, no final do segundo tempo (veja o vídeo). Para o comentarista da TV Globo, Renato Marsiglia, o problema está na leitura dos juízes em cada lance. |
| - A regra não é sem
critério. A falta de critério é dos árbitros, que tomam decisões
diferentes para situações idênticas. O primeiro passo, do impulso, o
árbitro deve ignorar. Até para o goleiro não bater com a cabeça na
trave. Fora isso, ele tem que mandar voltar sempre,
independentemente de ser covardia com o goleiro. Claro que algumas
situações são mais fáceis de serem vistas. Sobre a diferença entre
árbitros brasileiros, outros sul-americanos e europeus, a orientação
da Fifa é a mesma para todos os países - afirma. Orientação varia de acordo com a Federação O chefe da Comissão de Arbitragem do Rio, Jorge Rabello, segue uma linha de pensamento parecida, mas acredita que os árbitros têm de ter mais cuidado na hora de mandar repetir a cobrança. - É notório que os árbitros estão sendo extremamente exagerados. Na ultima Copa do Mundo, não houve uma repetição de pênalti sequer. Não acontece na Copa do Mundo, na Eurocopa e em outras competições. Por que acontecer aqui? Em um pênalti durante uma partida, cabe ao assistente ficar de olho para verificar se o goleiro se adiantou. Mas há um exagero extremo. Aqui no Rio, deixamos bem claro que os assistentes não devem interferir tanto nas decisões dos árbitros. Essa história de se mexer só sobre a linha é a história do Boitatá - diz. Em São Paulo, porém, o chefe da comissão de arbitragem, coronel Marcos Marinho, afirma que os assistentes devem seguir a recomendação da Fifa. Ou seja: se o goleiro se adiantar, manda repetir a cobrança. - Existe uma orientação da Fifa. O que se verifica é que quando o executor cobra o pênalti, o passo à frente configura o adiantamento. Mas, no salto, é a impulsão, e não há o adiantamento - afirma. Comentaristas também divergem quanto à regra O comentarista José Roberto Wright acredita que a conduta deve ser rigorosa. Para ele, o passo à frente para impulso já configura o adiantamento. Apesar disso, ele acredita que seja complicado seguir esta determinação sempre. - Quem tem que ver se o goleiro se adiantou é o assistente. De qualquer forma, tanto para o árbitro quando para o assistente é muito complicado observar ao mesmo tempo se houve invasão e se o goleiro se adiantou. Não é critério. A regra diz que o goleiro pode se movimentar para os lados. Mas é difícil ter um olho no padre e outro na missa. Os goleiros costumam dar um passo à frente em busca da bola. O árbitro tem de marcar quando vê. Ele não pode se adiantar. O problema é olhar simultaneamente se o goleiro se mexeu e a batida do cobrador. Não vai ter solução enquanto for só o olhar humano. É complicado e não tem como fugir disso. O negócio é marcar sempre que observar que o goleiro se adiantou - diz. Para Arnaldo Cezar Coelho, é praticamente impossível o goleiro não se movimentar. Por isso, ele diz que os árbitros devem ser mais condizentes com a regra. - Quando o jogador cobra o pênalti e o jogador faz a paradinha, é difícil não se adiantar. O goleiro vai ser punido pelo fato de o atacante ter feito a paradinha? A CBF mandou uma carta para o representante da Fifa na América do Sul. A Fifa tem que se posicionar. Se o goleiro der um passo à frente para tomar um impulso, ele não infringiu o espírito da regra. Caso o goleiro se adiante para, aí sim, pular para a defesa, tem que mandar voltar - afirma o comentarista. Seguir a regra integralmente, diz a Fifa A reportagem do GLOBOESPORTE.COM tentou entrar em contato com os responsáveis pela arbitragem da Conmebol e da Fifa, sem sucesso. Através de um e-mail, a entidade máxima do futebol mundial declarou que a recomendação é seguir a integralmente a regra. O chefe da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa da Silva, também foi procurado, mas as ligações caíram em caixa postal. Obs. O site da Anaf entrou em contato com Sérgio Corrêa que respondeu o seguinte: "Não pretendo dar entrevistas sobre o assunto. É só seguir as recomendações da FIFA". Fonte: globoesporte.com - Reportagem Anaf |
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