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Altemir: atualização para fazer a diferença
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Cidadão do município de Estrela, no Rio Grande do Sul, de 41 anos, Altemir Hausmann revela que um dos seus maiores desejos, durante a Copa, além de fazer um grande trabalho, é conhecer Nelson Mandela: "Por tudo que ele representa, por tudo que ele passou, seria um sonho para mim". Aliás, ele também enxerga o futebol, e o esporte como um todo, como um meio de inclusão social. Com outros colegas, em sua comunidade mantém um centro que trabalha o esporte com criança. Depois de ser oficialmente confirmado na Copa, juntamente com o árbitro gaúcho Carlos Simon e com o árbitro assitente do Paraná, Roberto Braatz, a quem chama de irmão, Altemir Hausmann diz realizar um sonho. Sonho este que só foi conseguido através de muita dedicação, esforço, de muita análise de erros e acertos. |
Altemir vive da arbitragem, aceita as críticas normalmente - desde que sejam de trabalho, ao profissional e embasadas. "Se o sujeito provar que estou errado, que realmente falhei em algum lance, reconheço, sem problema algum". Esse gaúcho que é destaque em uma das funções mais complicados do futebol, não sabe ao certo o que vai encontrar na África do Sul, o que vai encontrar em uma Copa do Mundo. "Só depois de passar por uma experiência como esta é que vou poder dizer o que realmente ela significa para mim."
Quem acha que Altemir pretende "pendurar a bandeira" após a Copa do Mundo terá uma decepção, pois ele não pensa em viver longe dos gramados. "Sou uma parte, ainda que pequena, de um dos esportes mais praticados do mundo. Gosto disso, vivo isso e quero continuar enquanto puder".
Ao falar sobre seus parceiros que estarão atuando ao seu lado na África do Sul, Altemir esbanja tranquilidade e satisfação: "O Braatz fisicamente é igual a mim - comentário feito entre risadas - e é um grande parceiro. O Simon, bah, nem sei dizer, um parceiro com quem tenho afinidade profissional".
Além de ter este relacionamento estreito com os compatriotas que atuarão juntos na África, Altemir ainda troca experiências constantemente com outro árbitro gaúcho do quadro da FIFA: "Converso bastante com o Leandro Vuaden, procuro orientar, passar como são as coisas lá fora, auxiliar no que for possível e estar sempre atualizado, pois quem não se atualiza de maneira frequente não faz a diferença".
Mas como a vida dos profissionais da arbitragem nunca é um mar de rosas, mesmo confirmados para a Copa do Mundo de 2010, todos os árbitros ainda passarão por testes em março, na Espanha, e em maio, na Argentina. "Vamos procurar manter o treinamento e a preparação que estamos fazendo ao longo dos últimos meses. Não há necessidade de intensificar ou reduzir a carga de preparação, vamos seguir na mesma linha", enfatiza Altemir com uma tranquilidade e simplicidade que lhe é peculiar e que demonstra todo seu potencial profissional e confiança em seu trabalho.
Fonte: Assessoria de comunicação da FGF
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