05/08/04

 Em Cima do Muro Nem Sempre é o Melhor Lugar

Coluna "Em cima do lance", do site www.cartaovermelho.esp.br de autoria de Jorge Rabelo foi publicado o seguinte:

Ainda sobre o episódio envolvendo o árbitro Alicio Pena Júnior e o auditor do STJD (3º Comissão) Luiz Tavares Corrêa Meyer que disse em alto e bom som, por ocasião do julgamento do atleta Petkovic do CR Vasco da Gama, que o árbitro não era confiável, gostaria de registrar que conversei com o Presidente da ANAF, José de Assis Aragão. Aragão me disse que a entidade tinha se pronunciado a respeito com protesto em seu site, e que, em conversa com o árbitro, o mesmo entendia que a medida estava de bom tamanho.

No e-mail que recebi do árbitro ele escreve exatamente o contrário. Queria que a entidade primeiramente pedisse um esclarecimento público do auditor e não acontecendo, que processasse o mesmo.

Acredito que a contradição entre a entidade e o árbitro seja um problema de comunicação. O fato é que nada foi feito. E também na minha modesta opinião, se o fizessem, seria da forma indevida, tanto quanto ao pedido de pronunciamento público, quanto ao processo a ser movido contra o auditor. Senão, vejamos o que esta escrito no CBJD.

Art.19 - Compete ao auditor, além das atribuições conferidas por este Código e pelo respectivo regimento interno:
V – apreciar, livremente, a prova dos autos, tendo em vista, sobre tudo, o interesse do desporto, fundamentando, obrigatoriamente, sua decisão.

Portanto, acho que está claro que um auditor não pode ser processado (fora das instâncias desportivas) por manifestar suas opiniões sobre o réu no pronunciamento de sua sentença, o que poderia e deveria ser feito de imediato e não foi (já que o prazo é de 5 dias), era uma representação no STJD contra o auditor, já que, o réu em questão era o atleta e não o árbitro.

Art.25 – Compete ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD):

I – Processar e julgar, originariamente:
a) seus auditores, os de suas Comissões Disciplinares e os procuradores;

Retornou de viagem esta semana meu informante, Brad Pitbull, que estava no exterior onde fez mestrado de espionagem com especialização em escuta telefônica na “Kroll”. Voltou, e já na ativa, passou-me as seguintes informações:

Que está sendo combinado pelos advogados que defendem os atletas no STJD, de forma bem mineirinha e corporativa, a seguinte estratégia: quando da defesa dos denunciados, será alegado aos auditores cerceamento de defesa por falta de elementos que são omitidos pelos árbitros em seus relatórios.

E o que vai acontecer? Elementar meus caros. O auditor vai aceitar, absolver o atleta e encaminhar processo para a procuradoria oferecer denúncia contra o árbitro. Uma coisa é absolutamente certa, as súmulas andam um horror.

Me informa também Brad Pitbull, que nosso He-Man (Luiz Zveiter), Presidente do STJD, em entrevista por telefone a correspondentes estrangeiros, falou poucas e boas de dirigentes de clubes e de algumas entidades. A acidez e a raiva eram tantas que, ao final da entrevista, já na parte das amenidades respondeu:

- Filmes que assiste atualmente?
Exterminador do futuro, Vingança macabra e Melhores momentos de Osama Bin Laden.

- Musicais preferidas?
Podres Poderes (Caetano Veloso), Apesar de Você (Chico Buarque) e Malandragem (Cássia Eller).

- Livro de Cabeceira?
Coletania da 2ª Guerra Mundial – Nazismo e Fascismo.

Vem chumbo grosso ai!

Abraços, até a próxima.


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