08/03/04

Mulheres piauienses desafiam os homens em suas profissões

Três mulheres piauienses acreditaram em seus sonhos e resolveram enfrentar o preconceito. Elas executam, hoje, profissões que, na boca do povo, seriam exclusivamente masculinas. Elas são Isaura, Joseline e Jerlane.

 Isaura de Sousa é arbitra de futebol. Fez curso na Federal de Futebol Piauiense, sendo a única mulher na turma e já chegou a trabalhar como bandeirinha em algumas partidas. A decisão pela profissão encontrou o apoio do pai, que é um amante do futebol piauiense, a mãe, dona Maria José, não gostou muito da idéia. E nos jogos do último final de semana, em Teresina, ela foi a quarta árbitra da partida entre o Flamengo e o Piauí.
 
Jerlane Assis Sousa provocou uma reviravolta ao anunciar que passaria a lutar Box. Junto com uma outra amiga, Joyce Meneses que é estudante de Administração, resolveram entrar para uma academia e iniciaram a preparação, há 5 meses, com o apoio do professor de box, Edvaldo Reis. As boxeadoras dizem que o esporte ajuda a manter o corpo em forma. Elas dizem que não temem lutar com outros homens.

A terceira mulher, Joseline é capitã do efetivo da Polícia Militar do Piauí. O ambiente masculino dos militares foi quebrado há cerca de 10 anos, quando as primeiras mulheres passaram a fazer parte do efetivo. Elas podem chegar a coronel. “No início houve uma certa resistência, mas hoje não existe mais isso”, disse.

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Vera Nascimento


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