20/08/04

Caçar as Bruxas Também Tem 13 Letras

Na semana que passou tivemos mais dois duelos travados entre STJD X CBF, ambos vencidos por He-Man (Luiz Zveiter), Presidente do STJD. No primeiro, o advogado Francisco Mussnich foi impedido, através de ordem judicial, de tomar posse no STJD, juntamente com o Presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), Nelson Thomaz Braga, ambos indicados pelo clube dos 13.

He-Man acatou a ordem da Justiça apresentada pelo advogado do C.R. Vasco da Gama João Carlos Reis, tudo ensaiadinho, parecia a equipe brasileira de nado sincronizado nas olimpíadas. He-Man 1x0.

Na mesma semana Luiz Zveiter conseguiu liminar obrigando a CBF a voltar a publicar as decisões proferidas pelas Comissões e pelo Tribunal Pleno em seu site. He-Man 2x0.

Como faço semanalmente, encontrei meu agente especial “Brad Pitbull”, no local combinado (casa das primas) e o mesmo passou-me informações quentíssimas:

A ordem do comandante da tropa da CBF é para recuar, ou seja, perdemos a batalha mas não perdemos a guerra;

Está em andamento a operação “Bandeira Branca” entre CBF x STJD. O pombo mensageiro da paz, atende pelo nome de Eduardo Augusto Viana da Silva, Presidente da Federação de Futebol do Estado do RJ.

Que as punições impostas ao atleta Elvis do Botafogo (120 dias) e ao Vitória da BA (perda de mando de campo por 3 jogos) é só o início. He-Man e Super Amigos (Comissões de Justiça) têm nas mãos a relação daqueles que tentaram puxar o tapete, uns mais e outros menos, portanto, será devolvido em igual força e intensidade como manda a lei da física.

Que vem chumbo grosso pra cima dos árbitros (eu avisei). Alício Pena Jr deverá ser chamado ao Tribunal pelo jogo Atlético-PR x Ponte Preta, na expulsão do dirigente Celso Petraglia do Atlético-PR e Paulo César pelo jogo Grêmio-RS x Vitória-BA, na expulsão do atleta Christian do Grêmio. Os auditores analisaram a fita de vídeo apresentada pela defesa do atleta e concluíram que as imagens são contrárias a narrativa do árbitro. Resultado: o atleta foi absolvido e o árbitro deverá ser denunciado. Analisei as duas súmulas e acho que o Alício deu mole, até porque, como já disse anteriormente, ele é a bola da vez no Tribunal.

Por diversas vezes, aqui neste espaço, cobrei das entidades e dos árbitros um posicionamento mais claro, efetivo e se necessário, mais veemente contra a postura dos membros do STJD, bem como, dos super poderes a eles conferidos pelo novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, onde, no meu entendimento, os árbitros foram atingidos naquilo que lhes é básico e fundamental no exercício de sua atividade, a credibilidade.

Se duvidarem do que estou afirmando, vejam a súmula do árbitro Paulo César citada acima. Lá estão transcritas todas as ofensas proferidas pelo atleta e não foram poucas, quer dizer, os auditores que absolveram o atleta, agora também fazem leitura labial, é a famosa PRV – Presunção Relativa de Veracidade (Art 58), falei sobre isso no início do ano, lembram?

Mais uma vez ratifico aos árbitros que é de fundamental importância a correta narrativa dos fatos na súmula da partida, principalmente tendo o cuidado de não esquecer as imagens geradas pela TV. No Brasil e só no Brasil, os fatos observados e relatados pelos árbitros em seus relatórios gozam de presunção relativa de veracidade.

Vem mais por ai!

Abraços, até a próxima.


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