21/05/02

 Senador quer participação de árbitros no CND

Alvaro quer participação de árbitros no Conselho Nacional do Desporto
 
O senador Alvaro Dias (PDT/PR), que presidiu a CPI do Futebol, participou de uma audiência do Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, com representantes da Associação Nacional dos Árbitros, que levou as sugestões da classe para o aperfeiçoamento da legislação que está sendo discutida no Congresso Nacional visando à moralização dos esportes no Brasil. Alvaro intermediou o encontro. 
O senador disse que o Estatuto do Torcedor, ora em votação no Senado e o Estatuto do Desporto, em análise na Câmara Federal, são documentos legais que tiveram a sua origem na CPI do Futebol e por isso atendeu ao apelo dos árbitros no sentido de levar ao Ministro as suas reivindicações, a exemplo da participação dos juizes de futebol na Comissão Nacional de Arbitragem da CBF ou no Conselho Nacional do Desporto, bem como o fim do sorteio para a escalação de árbitros.
  Alvaro lembrou que com a votação do Estatuto do Torcedor e do Estatuto do Desporto estará concluída a fase prepositiva da CPI do Futebol, já que o Congresso Nacional já aprovou a Medida Provisória que instituiu a lei de responsabilidade social do futebol e aguarda, agora, a sanção do presidente da Republica. O senador espera que com a entrada em vigor deste conjunto de leis, haja uma mudança na filosofia de administração dos órgãos do esporte no Brasil, substituindo o modelo de impunidade por outro de responsabilidade e transparência, de modo a acabar com as ilegalidades e falcatruas que infelicitaram a pratica esportiva no país.
 
COMISSÃO DE ÁRBITROS
 
A Comissão de Árbitros que esteve com Alvaro Dias no Gabinete do Ministro dos Esportes estava constituída pelo presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, Marcio Rezende de Freitas, do presidente do Sindicato dos Árbitros de Brasília, Francisco Guerreiro Chaves, e do presidente de honra do Sindicato da os Árbitros de São Paulo, José de Assis Aragão. Eles discutiram com o ministro a participação da classe no Conselho do Desporto e uma nova regulamentação da escolha dos árbitros para apitar jogos.
Marcio Rezende disse que “a arbitragem é sempre lembrada quando erra e que é preciso mudar sua imagem”. Com mais de 22 anos apitando partidas de futebol, Marcio Rezende lembrou que hoje para um arbitro ter padrão internacional precisa de curso superior. “Dado à sua importância para o futebol, disse, nada mais justo do que a sua participação no Conselho de Arbitragem da CBF e no Conselho do Desporto, que ainda vai ser criado”.
Quanto ao sorteio, Marcio Rezende observou que da maneira como  hoje está sendo feito, ele padece do vicio de ser dirigido. Por isso a Associação Nacional dos Árbitros defende que a escala seja feita por uma comissão da qual participariam alem de juizes de futebol, outros representantes da sociedade ligados ao esporte, a exemplo de jornalistas, que não teria direito de voto,mas sim de opinião. “Esse processo é muito mais democrático”, defendeu, observando que não é possível manter-se o sistema atual em que o arbitro simplesmente recebe sua escala e vai para o jogo apitar, desconhecendo os critérios que levaram a sua escolha”.

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