
30/07/04
São Paulo - O Clube dos 13 ratificou hoje os nomes do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, Nelson Thomaz Braga, e do advogado Francisco Mussnich como seus representantes no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Resolvido o primeiro impasse, o próximo problema a ser equacionado é o de quem tem legitimidade para presidir o órgão: Braga ou o desembargador Luiz Zveiter.
Para o presidente do TRT da 1ª Região, agora, a questão mais importante a ser resolvida é sobre quem presidirá o STJD. Braga ainda se mostrou satisfeito com o cumprimento da liminar judicial que estabelecia a necessidade de o Clube dos 13 realizar uma Assembléia Geral para as duas indicações a que tinha direito.
“Precisamos ver o que vai acontecer, porque temos outra parte desse processo para apreciar”, afirmou Braga, que com Mussnich recebeu 14 indicações do total de 17 na assembléia, porque o Vasco foi contra e Cruzeiro e Vitória não tinham representantes aptos participar do pleito. “Espero ser convocado para na quinta-feira, se tiver sessão, assumir o meu lugar.”
Durante todo o dia de hoje, o presidente do TRT da 1ª Região disse ter recebido, por telefone, congratulações do presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, além de vários clubes. Citou o Corinthians (Alberto Dualib) e o São Paulo (Marcelo Portugal Gouvêa).
Apesar da assembléia, os nomes dos representantes dos clubes ainda não foram oficializados no STJD, de acordo com Zveiter. O desembargador, que já presidiu duas sessões em seu novo mandato, assegurou que tão logo elas cheguem, Braga e Mussnich serão chamados para assumirem seus lugares, na quinta-feira, como auditores.
Reclamações – Ao término da assembléia, o presidente do São Paulo, reclamou da mobilização feita para o encontro. “É uma lamentável briga de poder. Os clubes indicaram e o Clube dos 13 apenas refez a indicação”, frisou. A reclamação encontrou respaldo em Koff. “Todo o procedimento foi errado. A CBF tratou o Tribunal como um departamento dela, mas se trata de um órgão autônomo. Erraram também em nos dar um prazo de 24 horas”, acrescentou.
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