X Congresso Nacional dos Árbitros de Futebol

Realizado em Belo Horizonte, 20 de Abril de 2001.

1 - Data e horário: 20 (vinte) de Abril de 2001 (dois mil e um), às 20:00 horas.

2 - Local: Wembley Palace Hotel, sito na rua Espírito Santo, 201 – Belo Horizonte – MG. 

3 - Presenças: Entidades presentes: 15 (quinze), ou 62,5% das entidades filiadas, como se segue: 1) Arudá Pires Lima (DF); 2) Carlos Arão Limoeiro (ES); 3) Carlos Augusto Almeida Lima (AP); 4) Hércules Martins (AL); 5) Karlito Rocha (MG); 6) Osvaldo Meira Júnior (SC) e 7) Wilson do Espírito Santo Paim (BA). Presidentes representados: 1) Antônio Flávio Alves (MS), representado pelo secretário-geral Gilberto Gomes de Almeida (MS); 2) Francisco Victor Augusto (RJ), representado pelo Administrativo José Eduardo Pires de Oliveira (RJ); 3) João José Leitão (PI), representado pelo vice da região nordeste, Hércules Martins (AL); 4) José de Assis Aragão, representado pelo vice-presidente Sérgio Corrêa da Silva (SP); 5) José Mocellin (RS), representado pelo Tesoureiro José Pessi (RS); 6) Marco Antônio Colares Brasil (CE), representado pelo vice da região nordeste, Hércules Martins (AL); 7) Renato Rodrigues (MA), representado pelo vice da região nordeste, Hércules Martins (AL); e 8) Ronaldo Belarmino Ferreira (PB), representado pelo vice da região nordeste, Hércules Martins (AL). Outros participantes: Ronaldo Antônio Verdiano (RJ).

4 - Edital de Convocação: O presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – Anaf, em cumprimento ao previsto no Art. 11 e 31 e parágrafo único do Art. 36 do Estatuto Social, convoca as Entidades filiadas a comparecerem, nos dia 20, 21 e 22 de Abril de 20001, a partir das 19:00 horas a comparecerem a sede administrativa do Sindicato dos Árbitros de Futebol de Minas Gerais – SAMG, sito a Rua Guajajaras, 2241 - Salas 301/02 - Barro Preto - 30190-130 – Belo Horizonte – MG, para deliberarem sobre a seguinte

5 - Ordem do Dia:

I – 20/04/01: a) Aprovação da Ata do Congresso Anterior; b) Taxas não Recebidas; c) Anaf luta por melhores taxas; d) Deslocamento dos Árbitros nas copas regionais; e) Comissão de Árbitros para Copa João Havelange; f) Fortalecimento das Vice-Regionais; g) Débitos existentes; e h) Outros assuntos.

II – 21/04/01: a) julgar o relatório do ano anterior (2000) com a prestação de contas, apreciando os respectivos documentos; b) deliberar sobre a proposta orçamentária de receita e despesa para o exercício seguinte (2001); e c) outros assuntos de interesse geral (Assembléia Geral Extraordinária). Em não havendo quorum de 2/3 das Entidades Filiadas em primeira convocação, após 30 (trinta) minutos, em segunda convocação, os trabalhos serão abertos com qualquer número de presentes. Belo Horizonte, 07 de Março de 2001 - Márcio Rezende Freitas – Presidente.

Abertura dos Trabalhos: O sr. Márcio Rezende Freitas (MG), presidente da Anaf abriu os trabalhos às 20:00 horas, agradecendo o esforço em participar da presente Assembléia e informou que, por volta das 17:00 horas recebeu a informação de que estaria designado pela Comissão Nacional para atuar em Salvador, na partida Bahia x Sport e que o Vice-Presidente, Wilson Paim (BA) irá assumir os trabalhos no dia seguinte. Solicitou atenção aos seguintes assuntos; a) escolha da sede da próxima Assembléia, ressaltando o débito que se tem com o Estado do Piauí e com o Deputado Ciro Nogueira (PI) deixando a relatoria da Comissão de Constituição e Justiça e Redação, a realização do evento no Piauí não seria tratado como “lobby”. Encerrou o assunto, lembrando que o Sindicato deveria responder ao caderno de encargos.

Livro de Regras: O sr. Osvaldo Meira (SC) solicitou autorização, via Anaf, para confeccionar um Livro de Regras para os árbitros de Santa Catarina. O sr. Márcio Rezende, solicitou que a Entidade poderia encaminhar a solicitação diretamente ao sr. Armando Marques, pois deveríamos respeitar a hierarquia existente.

Prestação de Contas de 2000: Em seguida, às 20:30 horas, o Conselho Fiscal, nas pessoas dos srs. Arudá Pires Lima (DF); Osvaldo Meira Júnior (SC); Gilberto Gomes de Almeida (MS), deixaram a reunião para analisarem as contas da Anaf, através dos seguintes documentos: a – relatórios financeiros de Janeiro a Dezembro/00; b – documentos referentes a receitas e despesas de 2000; c – elaborar relatório das discrepâncias encontradas e d – elaborar parecer para ser lido e submetido a Assembléia Geral;

Dando continuidade, o sr. Márcio Rezende (MG) solicitou que no dia seguinte fossem discutidos:

1.       Sindicatos em Débito com anuidade e com percentuais.

2.       Dinamizar a cobrança dos percentuais.

3.       Comprovar os repasses feitos.

4.       Estudar e oferecer soluções pela proliferação de Associações de Árbitros em todo país.

5.       Analisar o problema de Fortaleza com a Associação do Dacildo Mourão e o Sindicato dos Árbitros

6.       nomear de um substituto do sr. Antônio Pereira da Silva (Fifa-GO) na Comissão que trata da Regulamentação da Profissão.

7.       analisar situação da vice-presidência da Região Sudeste.

8.       Nomeação de novo vice-presidente para Região Norte.

9.       Solicitar aos novos presidentes das Entidades filiadas: Amapá, Goiás, Sergipe e Pará que enviem cópias dos documentos para arquivo em nossa sede.

10.   Fortalecer as vice-presidências regionais;

11.   Expor a reunião da região nordeste pelo Sr.Hércules Martins (AL);

12.   Estudar o impacto da cooperativa do Rio de Janeiro pode causar na arbitragem nacional; 

Comentários sobre os itens b, c e d:

Wilson Paim (BA): Entende que a questão regional deve ser resolvida pela presidência do Sindicato e não pela Anaf. Comentou o desabafo do árbitro Jorge Rabelo (RJ) e que levaria o assunto de forma particular a presidente Márcio Rezende (MG).

Sérgio Corrêa (SP): Comentou que as Entidades devem aprender a resolve suas questões, pois logo os assuntos das Entidades poderão estourar na Anaf. Ressaltou que todos temos um nome a zelar e que não podemos transigir com equívocos administrativos e nos calar. As entidades que estiverem em dia devem ser enaltecidas e as que não estão, devem ser cobradas, sob pena de seremos cobrados sem termos a responsabilidade.

Márcio Rezende (MG): Enfatizou que a atual administração não irá perdoar as dívidas, mas respeitará a decisão do Congresso. Lembrou que os presidentes que deixaram as Entidades devem ser acionados pelos atuais e, após esgotada as possibilidades, iremos propor uma ação contra os inadimplentes. Citou como exemplo a Bahia, com o Prof. Santana assumindo o lugar do sr. Paim, os ônus e os bônus existentes. Comentou que a Anaf já diminuiu a anuidade de 10% sobre os 5% para 10% sobre os 2% e com a Anaf enxuta, espera aproximar a Entidade Nacional dos árbitros, por isso solicitou as reuniões regionais.

Karlito Rocha (MG): Quanto ao ano de 1998, a Anaf não tinha o sistema informatizado e pode ter ocorrido equívocos, porém todos receberam a documentação há alguns meses e muitos já comprovaram repasses e anuidades pagas. Citou o Rio Grande do Sul e pediu que o representante expusesse a situação. Citou, ainda, o Estado de Minas Gerais que, em 1998, teria deixado de repassar R$ 246,90. Como ele não era o presidente, vai levantar o arquivo e caso não consiga comprovar, a entidade vai pagar, pois aquele que paga e não guarda o comprovante, se for cobrado, paga duas vezes.

José Pessi (RS): Informou que está sendo realizada uma auditoria e assim que tudo estiver devidamente acertado, irá tomar as providências cabíveis e, se houver débitos, a atual diretoria irá cumprir com suas responsabilidades para com a Anaf.

Márcio Rezende (MG): solicitou o máximo cuidado nas informações, pois ao mesmo que temos a preocupação de cobrar, temos que fazê-lo corretamente.

Wilson Paim (BA): Lembrou que a Conta Corrente, em 1998, estava em nome do Cerdeira e os depósitos não identificados foram alocados no Estado do Acre e tais assuntos foram discutidos e aprovados em Assembléia Geral, portanto todos estão informados e devem cumprir com suas obrigações. Citou o Estado de Goiás e Rio Grande do Norte como devedores a serem cobrados. Lembrou que o estado de Pernambuco tomou providências e afastou o ex-presidente do quadro de árbitros até que o assunto fosse resolvido.

Márcio Rezende (MG): Fez uma leitura do primeiro boletim da Anaf, com as propostas para a fundação e que gostaria que fosse feito um estudo sobre o assunto e, aquilo que for possível, seja imediatamente implantado.

Carlos Arão (ES): Comentou que o representante dos árbitros foi eleito para presidir o Tribunal de Justiça Desportiva de seu Estado.

Wilson Paim (BA): Informou que isso também ocorreu no Estado da Bahia.

Márcio Rezende (MG): informou que esteve em Brasília algumas vezes e que, nas vezes em que foi atuar aproveitou para visitar os deputados, sem custo algum para a Anaf. Porém, enfatizou que toda vez que o vice-presidente de finanças necessitar ir ao Rio de Janeiro, o fará de avião e não mais de carro, pois não é justo submeter a diretoria a esforços além da normalidade, pois eles tem suas atividades normais que não podem ser prejudicadas. Comentou que o árbitro Ubiraci Damásio (RJ) queria conversar, mas não iria se deslocar ao Rio e gastar verba da Anaf para isso e como deverá ir ao Rio no início de Maio, irá procurá-lo. Comentou ainda que manteve contato com o sr. Paulo Renato, secretário do sr José Agripino Maia e que recebeu convite para integrar a Comissão de Notáveis para reestruturação do futebol brasileiro proposta pelo Ministro Carlos Melles que, apesar de ser mineiro, não consegue agendar uma reunião, pois quando está fora ele está em Minas e quando está em Minas, o Ministro está em Brasília. O Sérgio Corrêa (SP) elaborou um documento, anexou seu curriculum e enviou ao citado Ministro para análise e que, se aprovado, a nomeação sairá em Diário Oficial e será feita pelo Presidente da República. Entende que estando lá será mais fácil tratar de assuntos importantes para a Arbitragem brasileira. Comentou sobre a visita ao Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que recebeu muito bem a comitiva composta por Minas, São Paulo, Paraná e Distrito Federal. Espera que possamos colocar sempre um árbitro nas lacunas existentes.

Sérgio Corrêa (SP): comentou a reunião que teve na CPI do Futebol, quando teve a oportunidade de expor aos deputados Aldo Rebelo, Silvio Torres, José Genuíno e outros, bem como diversas autoridades presentes, sobre a estrutura da arbitragem nacional, bem como a entrevista dada a Rádio Jovem Pan sobre ingerências existentes em 1993 que, infelizmente, trouxeram para a atualidade, causando um problema enorme em São Paulo. Porém, no dia seguinte, irá fazer uma declaração para ficar registrado.

Márcio Rezende (MG): Parabenizou o vice-presidente da Região Nordeste, sr. Hércules Martins, por ter sido o único a ter cumprido a deliberação de Alagoas, ou seja, marcar uma reunião em Fortaleza e pediu que fizesse um resumo do assunto aos presentes.

Hércules Martins (AL): Comentou que não enviou a Ata antes por uma questão ética, pois precisaria que os presentes a lessem e, após aprovarem o texto, poderia enviar à Anaf. Trouxe as seguintes situações:

Rio Grande do Norte: Comentou que o presidente do Sindicato do Rio Grande do Norte disse não ter condições de arcar com os débitos referentes ao sr. Charles Eliot (RN) e que teria recebido os documentos em uma caixa de sapatos, sendo que o resto foi queimado.

Pernambuco: o árbitro Marcelino Tavares deixou um déficit de R$ 6 mil reais.

Ceará: reclamou do ofício da secretaria geral de que as entidades em débito não receberia o uniforme e solicitou esclarecimento, bem como solicitaram sobre o deslocamento dos árbitros por via terrestre.

Sérgio Corrêa (SP): Está comprovado que os presidentes não lêem as Atas envidadas. No ofício está claro que se, partícula que indica condição, a Comissão Nacional entender que a Anaf deve encaminhar os uniformes, a presidência poderá indicar para quais entidades o “kit” da empresa Penalty será enviado, pois a responsabilidade é da Entidade Nacional e não podemos cair no descrédito do mesmo não chegar ao seu destino. Enfatizou que tudo isso depende da vontade da Comissão Nacional e não da Anaf. 

Ceará: Comentou, ainda, que o problema da Liga de Árbitros do Dacildo Mourão e o Sindicato presidido pelo Colares está causando um grave problema no Estado. O presidente da Comissão e o da Federação, são amigos de ambos e não querem entrar em choque.

Wilson Paim (BA): É de opinião que a Anaf não tem poderes para intervir na questão. Comentou que a Reunião em Fortaleza foi muito proveitosa, porém sentiu falta dos presidentes do Maranhão e de Sergipe.

Hércules Martins (AL): Informou que houve eleições em Sergipe e que não tem conhecimento do atual presidente, pois não consegue contato ou retorno das ligações feitas.

Alagoas: Informou que a sua entidade está em dia com a Anaf e que, no dia seguinte, irá apresentar todos os comprovantes, bem como o levantamento dos jogos da Copa Nordeste 2001.

Piauí: quer realizar a XI AGECAF, porém o mais difícil e o comparecimento dos presidentes devido ao elevado custo das passagens aéreas. Comentou, ainda, que nas reuniões das vice-regionais é importante a presença do presidente ou do vice-presidente para ajudar na resolução dos assuntos.

Sergipe: O árbitro Antônio Hora (SE) ligou para informar que os árbitros Hércules (AL) e Sampaio (BA) tiveram suas taxas furtadas em um jogo em Aracaju e quer saber o que pode ser feito.

Márcio Rezende (MG): Disse que sempre que recebe suas taxas antes ou no intervalo das partidas, solicita ao quarto-árbitro que guarde os valores para evitar dissabores. Quanto ao problema, entende que os árbitros devem relatar.

Wilson Paim (BA): Solicitou que todos ajudassem ao presidente Márcio Rezende, utilizando os vice-regionais e com isso evitasse um desgaste desnecessário.

Márcio Rezende (MG): Lembrou os seguintes trabalhos:

a - Aprovação da Ata do IX Congresso Nacional: Considerando que todos receberam cópias da Ata do Congresso ocorrida em Alagoas e, após correções feitas na redação, foi submetida aos presentes e aprovada de forma unânime.

b - Taxas não recebidas: que teve para receber taxas de arbitragens não pagas do Clube dos 13 e que, alguns árbitros não mencionaram em seu relatório a falta de pagamento e, agindo assim, não recebem o que lhe é de direito. Porém, por incrível que pareça, o sr. Reinaldo Carneiro Bastos (SP), ajudou a resolver as pendências. A Anaf, por sua vez, enviou documentos às Entidades para pagar os árbitros, todavia muitos não deram retorno, ou seja, por falha dos próprios interessados, parte da verba foi devolvida ao Clube dos 13. As entidades que detém débitos com a Anaf não receberão os 2%;

c - Diferentes Taxas de Arbitragem: Comentando as diferenças, citou que a Copa Sul-Minas foi definida a taxa de R$ 600,00 e na Copa do Nordeste, R$ 500,00, sendo de opinião que só se consegue melhores rendimentos se os árbitros começarem a se valorizar e a pensar como grupo e não individualmente. Enfatizou que cada região tem suas particularidades e tal situação não se muda da noite para o dia;

d - Deslocamento dos Árbitros: Comentou que estava definido que acima de 400 km os árbitros iriam por via aérea e quando ultrapassasse, bastaria a Comissão Estadual entrar em contato com a Nacional para viabilizar o transporte. Disse que em Minas isto ocorreu e foi resolvido. Comentou que, no início, árbitros de Minas foram ao Rio Grande do Sul de ônibus, enfrentando mais de 1.200 km de distância por não terem coragem de se manifestar.

e - Comissão de Árbitros para Copa João Havelange: Márcio Rezende lembrou que antes do início da Copa João Havelange, dirigentes influentes do Clube dos 13 não queriam que as escalas fossem feitas pelo sr. Armando Marques e que, na oportunidade estava no Rio Grande do Norte. Fez tantas ligações para defender a permanência dele que a conta telefônica aproximou-se de R$ 700,00 (setecentos reais). Disse ter mantido contato com os principais árbitros e com o presidente do Clube dos 13, Dr. Fábio André Koff. Todavia, o temperamental Armando Marques, sem perguntar, ficou contrariado e disse-lhe "você se ofereceram ao Clube dos 13", quando na verdade, nos arriscamos por ele. Após algum tempo o assunto foi esclarecido.

Sérgio Corrêa: lamentou a forma como o Armando Marques tenta interferir nas decisões da entidade, a tal ponto de tentar determinar o que o Márcio Rezende deve fazer. Queria mudar o nome da Anaf, mandou trocar a fechadura e até pediu para a sede ser retirada do Rio de Janeiro. Todavia, na primeira oportunidade, na sala da Comissão de Árbitros, ouviu o Márcio dizer que não iria ficar mudando nome, sede ou fechadura sem que isso trouxesse benefício à Anaf.

f - Fortalecimento das Vice-Regionais: Quer que os vices sejam fortalecidos e comecem a funcionar de maneira efetiva e eficiente, pois falar com 5 é melhor do que falar com 25. Quanto a participação das entidades nas Assembléias, tem conhecimento das dificuldades e isso reforça a tese de descentralizar o trabalho, pois não pretende solicitar passagens ao Armando Marques, mas sim obter autorização para discutir o assunto da empresa Penalty. Concorda que faltou iniciativa aos vice-regionais em agendar as reuniões e já estava definido que no Sul iria o Secretário-Geral; no sudeste, o presidente ou o vice-financeiro; norte e nordeste, o vice-presidente, etc.

Carlos Augusto (AP): Disse do prazer em fazer parte da reunião da Anaf  e que, atualmente, é o presidente da Comissão de Árbitros e foi eleito presidente da Associação de Árbitros. Informou que, apesar de nova, graças aos inúmeros amigos, sua Entidade já adquiriu um microcomputador. Ao ouvir atentamente os presentes, descobriu que – apesar de longe – os seus problemas são menores e que ficou satisfeito com a possibilidade de ser indicado para o cargo de vice-presidente da região norte. Colocou-se a disposição de todos.

Ronaldo (RJ): Comentou sobre a repetição de erros nas súmulas dos árbitros e solicitou que os presidentes realizassem um trabalho de divulgação para evitar tantos indiciamentos no Tribunal da CBF.

Márcio Rezende (MG): Solicitou um relatório sobre os erros mais comuns e, desta forma, a Anaf possa preparar um expediente a ser encaminhado aos árbitros, por intermédio dos vice-regionais e estes pulverizam a informação.

g - Cooperativa dos Árbitros: O sr. José Eduardo (RJ) informou que os árbitros do Rio de Janeiro tiveram a promessa do Dr. Eduardo Viana, presidente da FERJ, do sr. Francisco Aguiar, presidente da Cooperativa e do Dr. Francisco Victor, presidente do SAPERJ de que os árbitros receberiam o mês de março até o dia 18, mas isso não ocorreu, mas garantiram que na próxima semana, a partir do dia 23/04, isso ocorreria. Acha que a grande amizade entre os 3 (três) está tirando do Dr. Francisco o direito de reivindicar. Disse que a cooperativa recebe 10% da renda e mais 6% da taxa dos árbitros; sendo que 5% para o Sindicato e 1% para a Cooperativa.

Wilson Paim (BA): perguntou quem seria o vice-presidente do Sindicato e se o Dr. Francisco seria candidato a reeleição.

José Eduardo (RJ): respondeu que era o Cláudio Cerdeira, mas com sua ida para analisar arbitragem para uma emissora de televisão, por motivos éticos, afastou-se do cargo. Quanto a reeleição, disse que o Dr. Francisco é o único candidato. 

h - Débitos do SAPERJ: O sr. José Eduardo (RJ), de maneira clara, informou que o Sindicato está ciente da dívida para com a Anaf e, talvez pelo fato do presidente ser centralizador ao extremo, a diretoria não teve como agir. É de opinião que o presidente do Sindicato deveria aprender a soltar, mas quando disse isso a ele, acabaram discutindo ásperamente. Comentou ser o atual Diretor Administrativo e que o Sindicato tem a receber cerca de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) da FERJ e, assim que a verba chegar, a Anaf será ressarcida. A promessa do repasse do valor acima expirou em 18/01/01. Comentou sobre diversos equívocos na entidade, citando como exemplo um contrato absurdo com a Xerox no valor de R$ 275,00 (duzentos e setenta e cinco reais) por mês, sendo que, acabou de comprar uma máquina de R$ 600,00 (seiscentos reais). Entende que a administração da Entidade era péssima e, ao assumir em Janeiro, o débito era enorme e a funcionária Carmem deveria ter informado que os valores existentes eram da Anaf, mas não o fez e ele, acabou pagando débito com o fisioterapeuta e outros existentes. Disse que tem conhecimento da gravidade do débito de sua entidade com a Anaf, pois trata-se de apropriação indébita, todavia promete resolver a questão.

Márcio Rezende (MG): Comentou que em dois jogos em que esteve no Rio de Janeiro, os recibos não foram enviados e que tal fato não poderia se repetir. Também indagou sobre as providências sobre a Cooperativa.

José Eduardo (RJ): Entende que nada pode ser feito devido a amizade entre os envolvidos.

Márcio Rezende (MG): Solicitou que os presentes avaliassem a proposta de Alagoas, quanto ao aumento de 5% para 6% sobre a taxa de arbitragem e, deixou claro ser contrário a sua aprovação.

José Pessi (RS): Agradeceu a oportunidade de estar presente e demonstrou sua preocupação com a dívida existente, mas que será resolvido com a auditoria que está sendo realizada no Sindicato.

Márcio Rezende (MG): Solicitou que o Safergs agendasse com os pares uma reunião na região sul. Quanto aos assuntos, pediu que fossem encaminhados da seguinte forma: finanças, com o Dr. Karlito; documentação; Sérgio Corrêa e os assuntos polêmicos, com a presidência.

Carlos Arão (ES): Comentou que trouxe toda a documentação de seu Estado e agradeceu a oportunidade de estar presente. Entende que, a cada reunião, percebe uma melhora considerável no trato dos assuntos. Solicitou que qualquer parecer jurídico, se possível, fosse encaminhado a ele, para que ficasse informado.

Márcio Rezende (MG): Indagou sobre a disposição do ES em ter internet para receber, com agilidade, as decisões da diretoria e que na Anaf tudo é feito via e-mail, além de ser prático é menos oneroso.

Carlos Arão (ES): Apesar das dificuldades do Sindicato, é pensamento disponibilizar a internet, porém quando assumiu precisava cortar despesas e, graças a este trabalho, sua Entidade conta com alguns “tostões” na conta corrente.

Karlito Rocha (MG): Desejou boas vindas ao presidente da Associação do Amapá e fez os seguintes comentários:

Cooperativa: acha que houve um erro na forma como criaram a Cooperativa no Rio de Janeiro.

Ceará: quanto ao problema da Associação do Dacildo Mourão e o Sindicato do Ceará, entende que não podemos intervir, mas conhecer o problema da filiada para poder ajudar no que for possível.

Espírito Santo: lembrou que existem árbitros que viraram as costas para o Sindicato e a Anaf tem o dever de tomar uma posição para convencer os companheiros da importância da entidade, bem como devem saber que as pessoas passam e o Sindicato fica.

Márcio Rezende(MG): é de opinião que os problemas locais devem ser resolvidos pelos presidentes, todavia solicitou que fosse enviada uma lista dos árbitros que não são sindicalizados para que a secretaria geral possa elaborar um documento, cujo texto deve respeitar a lei e a ética, para tentarmos trazer os árbitros para o Sindicato. Citou como exemplo um árbitro da Fifa de Portugal que não apoiava sua entidade, porém ao ser agredido em uma partida, mesmo procurando a APAF, não recebeu qualquer auxílio.

Hércules Martins(AL): sugeriu que os árbitros que não fossem sindicalizados não recebessem auxílio jurídico e, quando não recebessem suas taxas, eles que se virassem.

Carlos Arão (ES): comentou que no seu Estado um árbitro não sindicalizado apanhou em uma partida e a Federação não tomou conhecimento, porém o Sindicato o fez e o árbitro nunca agradeceu.

Karlito Rocha (MG): entende que os trâmites devem ser seguidos e quando o Armando Marques esteve na Assembléia da Bahia, disse que lutaria pelos e para os árbitros. Comentou sobre os árbitros que foram ao Rio de Janeiro depor no caso do “Felipão” x Simon (Fifa-RS) e, segundo o Sr. Elmer, deu entrevistas dizendo que iria tomar conhecimento do depoimento eles seriam punidos, mas isto não irá ocorrer.

Sérgio Corrêa (SP): comentou sobre o projeto a ser enviado ao integrantes da CPI do Senado Federal e que iria elaborar a correspondência para os árbitros que não estão sindicalizados.

Márcio Rezende(MG): por fim solicitou que fossem resgatadas as orientações aos vice-regionais; que os assuntos colocados fossem debatidos no dia seguintes e que os cargos de vice-presidente da região norte, sudeste e da comissão de estudos da regulamentação da atividade fossem discutidos pelos interessados para que os atos possam ser expedidos.

6 - Encerramento: Agradeceu a presença de todos e, em seguida, passou a presidência ao sr. Wilson Paim (BA), encerrando a reunião às 23 horas e 45 minutos, informando que a Assembléia Geral Ordinária que tratará da Prestação de Contas do Exercício 2000 terá início às 10:00 horas.

Belo Horizonte, 20 de Abril de 2001

Márcio Rezende Freitas

 Presidente

Sérgio Corrêa da Silva

 Secretário-Geral

Karlito Rocha

Vice-Financeiro.


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