
Palavra do Presidente
05/12/2007
Que o sorteio acabe...
Estive na audiência-debate realizada na Câmara dos
Deputados, com vistas a discutir vários pontos do Projeto de Lei do Estatuto do
Desporto, de autoria do Deputado Silvio Torres, tendo como relator o deputado
Gilmar Machado.
Presidente da Comissão de Desporto e Turismo e Presidente da Sessão: Deputada
Lídice da Mata.
Acerca de todos os pontos de interesse da categoria, tive a oportunidade de
falar e requerer em publico. Lá estavam muitos interesses em jogo,
principalmente, dos clubes.
Estavam presentes: Eurico Miranda e cia, pelo clube dos 13. Rede Globo, Record.
Associação dos atletas profissionais, dentre outros segmentos do esporte, mais
efetivamente, do futebol.
Há muito boa vontade por parte do Deputado Gilmar Machado m relação às nossas
propostas. Como relator, aquele Deputado mostra-se receptivo aos nossos pleitos,
já há alguns anos.
Era nosso objetivo, caso se concretizasse a nossa eleição, na condição de
Presidente da Anaf, (não fosse a seqüência descarada dessa trupe em ação),
trabalhar incansavelmente para o fim do sorteio, regulamentação da profissão e
outros pontos mais, inerentes à nossa atividade de arbitragem. Mesmo sem a
efetiva posse como Presidente da Anaf, nada nos impede de tratar dos interesses
da categoria. Nada, nem ninguém, vale registrar.
Não foi surpresa, e não seria diferente, saber que não há uma única alma que
defenda qualquer interesse da arbitragem, enquanto outros segmentos se
articulavam em fortes e poderosos grupos.
É uma pena que por falta de escrúpulos de quem se arvora a se candidatar a
presidir uma associação que defenda os interesses de uma classe desprotegida,
órfã, possamos continuar a não ter um representante legal, justamente, por causa
dessas pessoas que mostram quão mal fazem à categoria.
Estamos fadados a ser o produto final de um processo em que todos lutam por seus
interesses, e não são poucos. Nos carimbaram na testa que somos incapazes de
realizar uma eleição simplória, devido às mazelas de uns caricaturados
travestidos de pretensiosos dirigente, quanto mais de formar correntes
defensoras dos nossos objetivos. Se não nos mobilizarmos, nos engolem. Eu vi bem
de perto.
Eu teria vergonha de estar na pele desses maus-caráter que tanto dano causam à
categoria. Como fiquei envergonhado quando cheguei ao plenário e pude constatar
que não tínhamos o mínimo de organização para defender nossos interesses. O
interesse de muitos honestos que trabalham duro para cumprir com as suas
obrigações, enquanto esses aventureiros continuam a nos impedir de trabalhar,
coisa que não fizeram quando tinham a obrigação de fazê-lo.Tudo isso porque
ainda não conseguimos fazer andar uma Associação, instrumento poderoso na
consecução de metas. Simbolismo de uma classe organizada, sabedora de seus
anseios. Ao contrário, patetas desenterrando liminares em cima de liminares para
impedir que muitos sejam beneficiados pela mobilização, como estão conseguindo
fazer o espetáculo circense se perpeturar. É o retrato da ignorância, da
insensatez e da covardia de pessoas desqualificadas.
Não ouso citar seus nomes para não infestar de vírus e bactérias o meu
computador.
Fiz um sucinta explanação, tentando transmitir aos presentes que a nossa
atividade, além da importância que a reveste, é composta por pessoas idôneas e
responsáveis. Defensoras da prática da transparência para que a importância do
árbitro no contexto seja elevada à potência que a classifique com merecimento.
Tentei mostrar o esforço produzido pela Comissão de Árbitros da CBF, no sentido
de formar e aperfeiçoar o árbitro das listas nacional e internacional. Tive
chance de relatar, rapidamente, todas as ações da Comissão Nacional e da
Sub-comissão de ensino acerca dos projetos desenvolvidos desde o ano de 2005.
Ainda, o que se tem planejado para um futuro próximo.
Enfim, acredito que tenha levado a imagem da arbitragem, naquele fórum, a um
patamar que muitos não imaginam que mereça estar. Haviam muitas pessoas na
assistência e tive a oportunidade de ouvir comentários elogiosos ao trabalho
sério que a arbitragem brasileira vem desenvolvendo.
Não há mistério. Só precisamos de pessoas sérias e comprometidas com a nossa
causa. Trabalhar, nós sabemos. Capacidade, todos nós temos.
Me comprometi com o Deputado Gilmar Machado a lhe dar todo o apoio durante este
período em que se discute o Estatuto do Desporto. Por residir em Brasília,
ficamos ajustados na minha presença àquela Casa para ajudar a escrever parte da
nossa página.
Abraços a todos.
Jorge Paulo (Presidente eleito e com esperanças, (ainda) de poder representar
dignamente a categoria profissional tão aviltada por pessoas que um dia fizeram
parte dela, para nosso desprazer).
Jorge Paulo de Oliveira Gomes
Presidente Eleito da Anaf
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