
Palavra do Presidente
10/03/2008
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Estamos acostumados a acordar nas segundas-feiras preocupados em termos
certeza sobre este ou aquele lance que tenha ocorrido em nossos jogos,
Brasil afora. Preocupados com as críticas e com o "tira-teima"
televisivo. Preocupados, em suma, com tudo que nos cerca em decorrência da
nossa atividade.
Acertando ou errando, a vida continua e na semana que vem ou na próxima, teremos chance de acertar ou errar, só depende de nós. Nesta segunda-feira, dia 10 de março de 2008, os árbitros do Brasil considerarão um possível erro uma coisa sem qualquer importância, frente a ausência que será sentida por todos nós doravante. A arbitragem Brasileira perde, acima de qualquer título, um grande amigo. Com a morte de Lourival (da Bahia), |
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Lourival Dias Lima Filho |
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todos nós, carinhosamente, o chamávamos, perdemos um pedaço de cada um de
nós. É um momento em que não sabemos nem mesmo como nos expressar. Nem o que falar aos amigos, aos familiares. Não se tem palavras. O registro aqui feito é em nome de uma amizade que o futebol tem a magia de produzir. Como tantas outras, sabemos. Aliás, isto não esquecemos jamais, senão seria um tédio ser árbitro de futebol não fossem as amizades que semeamos mundo afora. Cada um de nós, no seu íntimo tem uma mensagem para o nosso amigo Lourival que se foi, de forma tão prematura, tão inesperada. Expressemos nas nossas reflexões, nas nossas orações, nos contatos com os amigos, com a família, com o povo todo lá da nossa querida Bahia. Façamos, neste triste momento, uma corrente de demonstração de carinho e respeito. Realmente, é difícil poder expressar alguma coisa além do nosso profundo pesar. Não só a sua imagem física ficará conosco. Ficará, sobretudo, o exemplo de amizade, profissionalismo e representatividade da legítima arbitragem Nordestina e Brasileira. Por todos os anos que tive a honra de conviver com Lourival, deixo aqui a minha mais pura expressão de sentimento e certeza da perda irreparável para todos nós. Aos que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo, posso afirmar que não tiveram o privilégio que tive de conviver com tão grata e sincera figura humana. Amigos da Bahia, aceitem compartilhar esta dor com todos nós. Jorge Paulo |
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