|
Antônio Hora Filho
|
SITE FSF – Quem é Antônio Hora Filho? R: Um cara dedicado no que faz e que gosta de ver o resultado dos seus feitos SITE FSF – Como aconteceu sua entrada no Quadro de Árbitros da FSF? R: Foi por acaso, estava assistindo a um jogo de futsal, quando fui convidado para uma confraternização de árbitros de futebol, daí pra frente a história é longa, a verdade é que nunca programei isso. SITE FSF – Há quanto tempo você trabalha como árbitro de futebol? R: Entrei na federação sergipana em 1991, então já fazem quase 15 anos. SITE FSF – Você chegou a apitar jogos de futebol antes de ser árbitro da FSF? R: Não. Exceto em jogos escolares, pois todo professor de educação física acaba arbitrando os amistosos das suas equipes de treinamento SITE FSF – Você jogava futebol antes? |
|
|
R: Aqui vale a velha máxima: “todo árbitro é um jogador frustrado” e eu me enquadro bem nessa realidade. Nunca joguei profissionalmente, meu pai morreria de desgosto. Então tentei um pouco de futsal e cheguei a participar de vários campeonatos nacionais pela seleção sergipana universitária. SITE FSF – Fora o trabalho de árbitro você exerce outra profissão? R: Sou professor de educação física das greenes municipal e estadual. SITE FSF – Quais seus objetivos como árbitro? R: tento viver um dia a cada vez, e agora estou planejando 2006, tenho que está pronto fisicamente, tecnicamente e psicologicamente para figurar entre os cinco melhores da próxima temporada. SITE FSF – Qual o jogo mais importante que você apitou? R: É difícil eleger apenas 1, no Corinthians X Paysandu do ultimo campeonato brasileiro obtive um ótimo desempenho e por se tratar de um jogo no eixo rio-sp a imprensa elogiou muito. SITE FSF – Que acontecimento marcou sua carreira? R: Em 1996 fui promovido a árbitro aspirante à fifa. Na época não estava esperando e fiquei muito feliz. SITE FSF – Qual o seu relacionamento com a imprensa esportiva? R: No início foi difícil, depois fui aprendendo a lidar com a imprensa e hoje não tenho grandes problemas. Conquistei, no campo, o respeito que é necessário a qualquer profissional. SITE FSF – Como é apitar um jogo com o estádio sem torcedores? R:Tive essa experiência em 2005 na segunda divisão: Náutico X Portuguesa. Foi horrível, eu escutava até as lamentações pessoais dos jogadores suplentes. Tive que redobrar a atenção pra não perder o foco. SITE FSF – Você se considera um artista quando está apitando um jogo? R: Para com isso!!!!!!!!! No futebol não tem artista, nem os jogadores. Aqui no Brasil a gente tem o costume de dizer que os jogadores são artistas, justificando o futebol arte, entretanto essa prática no meu entendimento não é benéfica nem mesmo para eles. Somos todos profissionais, isso sim. SITE FSF – Qual sua maior alegria como árbitro de futebol? R: Quando retorno ao meu estado e reencontro meus conterrâneos, isso não tem preço. È muito carinho, respeito e orgulho. Chego a me emocionar. SITE FSF – Já teve tristeza como árbitro de futebol? R: Se fosse só flores........... vamos pular essa pergunta? SITE FSF – Qual o seu relacionamento com dirigentes, técnicos ou jogadores? R: Nenhum. SITE FSF – Você já apitou jogo no Maracanã? R: Já e foi show. SITE FSF – Qual a emoção de ter apitado jogo no Maracanã? R: Me senti parte da história do futebol brasileiro. SITE FSF – Qual o seu time do coração? R: Já tive, confesso! Aprendi a tê-lo, é mais saudável. SITE FSF – Qual o jogador que mais lhe deu trabalho dentro de campo? R: Elenilson (Sergipe) e Reginaldo (Itabaiana), hoje eles são meus amigos e já conversamos sobre isso, eles dizem que eu era muito metido e petulante, (risos) devia ser mesmo. SITE FSF – Qual o melhor árbitro no futebol brasileiro? R: Eu. SITE FSF – Em quem você se espelha quando está apitando um jogo? R: É um “mix”. A calma do Pereirão, a energia do Heber, a experiência do Márcio, a competência do Wilson, a bagagem do Simon,..... e sobre tudo a estrela do Sidrack. SITE FSF – Qual o melhor time do Brasil na atualidade? R: Pra mim o melhor é aquele que vence no final, esse é o espírito da competição. SITE FSF – Qual o melhor jogador que está atuando no Brasil? R: Está muito nivelado, quando o Robinho tava aqui tive o prazer de fazer alguns jogos dele e fiquei impressionado, ele é muito .... sei lá. SITE FSF – Pelé ou Maradona. O melhor jogador de todos os tempos? R: Só vi jogar Maradona, e era pior que Zico. SITE FSF – Depois de Pelé, quem foi melhor no Brasil, Romário, Zico ou Ronaldo “o Fenômeno”? R: Não me sinto capaz de eleger um entre esses feras, gostaria de ter uma máquina do tempo para colocá-los num só time. SITE FSF – Você é árbitro do quadro nacional há quanto tempo? R: Desde 1992. SITE FSF – Você já foi cotado para ser árbitro da FIFA? R: Tanto cotado, quanto cortado. Brincadeiras à parte. Fui indicado por cinco ocasiões para a avaliação que seleciona os candidatos, entretanto ainda não chegou a minha hora. SITE FSF – O que falta para Sergipe ter um árbitro no quadro da FIFA? R: Nada! SITE FSF – Você se sente injustiçado por não ter ainda chegado ao Quadro da FIFA? R: Claro que não, pelo contrário, me sinto muito feliz por estar figurando tanto tempo entre os candidatos. Isso prova que não é apenas uma fase e sim uma carreira. SITE FSF – Que análise você faz do trabalho que desenvolveu Armando Marques no quadro de Árbitros Nacional? R: Quando o Armando entrou na Comissão Nacional proibiu que se falasse do antecessor. Devemos isso a ele, não vamos falar dele também. SITE FSF – Que análise você faz da arbitragem brasileira no momento? R: Vejo uma luz no fim do túnel. SITE FSF – Edílson Pereira de Carvalho manchou a arbitragem no Brasil? R: Ele manchou mesmo foi a própria honra. SITE FSF – O que espera de Edson Rezende, o novo Diretor da arbitragem no Brasil? R: Esse Homem já provou quando esteve interinamente que é bastante justo e que prestigia árbitros de estados de pouca representatividade no futebol. SITE FSF – Faça uma análise da arbitragem em Sergipe. R: Para falar de arbitragem em Sergipe temos que dividir duas fases: antes de Sidrack e depois de Sidrack. Antes a arbitragem era amadora e sobrevivia por apadrinhamento, depois a estrutura se modernizou e com as turmas formadas na Escola de Árbitros a categoria evoluiu. Tudo se deve ao fato de Sidrack ter levado o nosso estado para as telas da tv, despertando assim o sonho de igualdade nas oportunidades. SITE FSF – Você vê algum nome novo que venha a se destacar na arbitragem sergipana? R: Paulo Antônio hoje é o arbitro que mais cresce no estado. TOQUE RÁPIDO NOME: Antônio Hora Filho DATA DE NASCIMENTO: 23.07.68 NATURALIDADE:Propriaense CASADO OU SOLTEIRO: Casado e fiel PESO: 74 ALTURA: 174 OLHOS: Atentos CABELOS: castanhos ORGULHO: é o que mais me atrapalha COMIDA PREFERIDA: tudo que termina em “Ada”, rabada, fatada, feijoada,..... MELHOR CIDADE: Depende pro que você queira, morar por exemplo : ARACAJU HOBBY: esporte PERFUME: feminino COR: preto CANTOR: na atualidade Altemar Dultra CANTORA: na atualidade Alcione UM LIVRO: “o livro da bruxa” de Roberto Lopes ESCRITOR: Roberto Lopes ATOR: Lima Duarte ATRIZ: Glória Menezes PESSOA IMPORTANTE: Lula, apesar dos pesares MULHER BONITA: Ana Catarina Teixeira Hora MÚSICA: “ deixe a vida me levar” RELIGIÃO: Católica SONHO: ser motivo de orgulho para minha filha FAMÍLIA: um porto seguro, refúgio, abrigo, ... Fonte: Entrevista concedida ao site da Federação Sergipana de Futebol Perfil: Antônio Hora Filho Com atuações convincentes o sergipano Antônio Hora Filho conquistou a segunda posição na votação que elegeu os melhores árbitros do ano. A matéria mostra como ele se tornou um ícone para a arbitragem sergipana, carente desde a saída de Sidrack Marinho. Propriaense, 37 anos (23.jul.1968), 1.74 m, 74 kg, Professor de Educação Física, casado, pai de 1 filho e morador de Aracaju, Hora é árbitro desde 1991. Todo árbitro é um jogador frustrado. Muitos árbitros negam o velho ditado, mas o irreverente Antônio Hora assume que se enquadra bem na velha máxima do futebol. “Nunca joguei profissionalmente, pois meu pai morreria de desgosto”, brinca, assumindo que não tinha muita intimidade com a pelota, mesmo tendo sido jogador de futsal. Quando percebeu que o futsal não lhe daria um futuro promissor, Hora se tornou professor de Educação Física. E, logo no início de sua carreira, dando aula numa escola da cidade, Hora deu suas primeiras apitadas. “Todo professor de educação física acaba arbitrando os amistosos das suas equipes de treinamento”, conta, mostrando que o apito veio com naturalidade. Entretanto, naquela época, Hora nem pensava em seguir a carreira de árbitro de futebol. A arbitragem entrou em sua vida por acaso. “Eu estava assistindo a um jogo de futsal, quando fui convidado para uma confraternização de árbitros de futebol e lá fiquei sabendo do curso. Não foi nada programado”, garante. Seu início de carreira foi arrebatador. Ingressou no quadro da CBF em 1992, logo em seu segundo ano na Federação Sergipana. Quatro anos mais tarde, em 1996, Hora foi promovido a árbitro aspirante à Fifa. “Na época não estava esperando e fiquei muito feliz”, conta. Em relação ao quadro internacional, Hora está chegando bem perto de entrar. “Já fui indicado por cinco ocasiões, entretanto ainda não chegou a minha hora”, opina e garante que não se sente injustiçado. “Pelo contrário, me sinto muito feliz por estar figurando tanto tempo entre os candidatos. Isso prova que não é apenas uma fase e sim uma carreira”. Em 2004, ficou em primeiro lugar nos testes físicos. Mas mesmo assim não foi o escolhido. "Não sei quais são os critérios para se conseguir a vaga. Certamente, pelo teste físico não é”, disparou. De qualquer maneira, hoje, ele trabalha duro para ter um ótimo desempenho de novo. “Para 2006, tenho que estar pronto fisicamente, tecnicamente e psicologicamente para figurar entre os cincos melhores da temporada”, planeja. Para chegar num nível de excelência, Hora se espelha em alguns árbitros do passado quando está apitando. “Me espelho na calma do Pereirão, na energia do Heber, na experiência do Márcio, na competência do Wilson, na bagagem do Simon e, sobre tudo, na estrela do Sidrack”. No auge de sua carreira, Hora faz uma análise da arbitragem em seu Estado. “São duas fases: antes de Sidrack e depois de Sidrack. Antes, a arbitragem era amadora e sobrevivia por apadrinhamento. Depois a estrutura se modernizou e com as turmas formadas na Escola de Árbitros a categoria evoluiu”. Sobre o futuro, Hora vê que novos nomes podem de se destacar na arbitragem sergipana, como, por exemplo, o de Paulo Antônio. “Hoje ele é o arbitro que mais cresce no Estado”, conta. Quando perguntado sobre seu jogo mais importante, Hora destaca a partida entre Corinthians e Paysandu, do Campeonato Brasileiro de 2005. “Obtive um ótimo desempenho e por se tratar de um jogo no eixo Rio-SP, a imprensa elogiou muito”, lembra da repercussão. A maior alegria proporcionada pela arbitragem acontece quando ele retorna ao seu Estado e reencontra seus conterrâneos. “Isso não tem preço. É muito carinho, respeito e orgulho. Chego a me emocionar”, garante. Com 15 anos de carreria, Antônio Hora, o maior nome da arbitragem sergipana na atualidade, está entre os melhores árbitros do Brasil. Deixamos aqui nossos parabéns ao Hora e que ele seja um espelho e uma referência para muitos árbitros do nordeste. Fonte: Cartão Vermelho |
|
|
Copyright © ANAF.COM.BR ® Todos os direitos reservados. |