ANAF : Associação Nacional dos Árbitros de Futebol

Pierluigi Collina

O árbitro mais famoso do mundo. Educado, amável e bom de papo. Aonde vai, todo mundo quer conversar com ele.

P:  O que sente ao ser considerando por anos seguidos como o melhor árbitro do mundo?
Collina: Nada importante, parece que foram seis vezes. O mais importante é estar no grupo de árbitros e trabalhar duro todos os dias para estar em boa forma.

P:  Sua imagem o ajudou a ser mais conhecido?
Collina: Minha imagem é assim e não quero falar sobre ela, só quero falar de arbitragem, mais nada.

P:  Você está em uma campanha da UEFA para ajudar as crianças da guerra...
Collina: Isso é muito importante, porque junto a Cruz Vermelha estamos fazendo coisas muito interessantes. A maioria das vezes quando vemos na TV não damos conta do que ocorre, porém quando vemos as crianças com as pernas cortadas, separados de suas famílias, perdidos, etc, nos leva a fazer algo para estas pessoas. A UEFA e a Cruz Vermelha fizeram um acordo, junto aos árbitros para fazermos algo por eles. E, mesmo que pareça raro, a guerra também tem que haver regras.

P:  Como Collina entro no mundo da arbitragem?
Collina: Foi mera casualidade. Um companheiro de escola participou de um curso na Bolonia e fui com ele. Tinha 17 anos e tinha que fazer algo. Gostei da experiência e os comentários foram bons e aqui estamos.

P:  Agora você é famoso.
Collina: Agora é mais fácil. É uma experiência muito boa e importante ser árbitro. Te ajuda a amadurecer porque tem que dar conta de muitas coisas.

P:  Que acha das criticas feitas sobre seu trabalho?
Collina: Acho isto ruim, mas creio não ser justo. A gente não conhece bem que há um árbitro dentro e fora do campo de jogo. Quem diz que arbitragem é um mal necessário não sabe o que está falando, na verdade, no entendo, sobretudo quando atuava no juvenil e os pais e familiares de jogadores diziam coisas. Um árbitro deseja ajudar os jovens a jogar futebol. Não entendo as criticas que fazem aos árbitros.

P:  O que lhe parece deixar o futebol em breve?
Collina: É um tema que não desejo falar, passemos a próxima pergunta.

P:  A Primeira Liga lhe fez uma oferta para seguir atuando?
Collina: Não quero falar sobre isto.

P: Collina é uma pessoa séria e quer mudar e tema. Você é uma pessoa voltada a família?                                                     Collina: Sim. É a coisa mais importante da minha vida. Minha esposa, meus filhos me fazem sentir muito bem. Os árbitros passam muito tempo fora de casa e deve agradecer a esposa por entender. Quando estou em casa não atendo a ninguém, quero estar com minha família e nada mais.

P: Na final entre o Manchester United e o Bayern de Munich recordamos  o Collina levantando e consolando os jogadores alemães pela derrota.
Collina: Quando compartilhamos muitas coisas dentro do campo de jogo temos que entender as reações que têm os jogadores. Ver estes homens que perderam um título, se deve pensar em consolá-los.

P: Eles agradeceram?
Collina: Você não faz isto para receber agradecimentos. O gesto é algo normal porque sinto, nada mais.

P: Se fala muito que você chama os jogadores pelo nome.
Collina: Bom, levamos muito tempo e conhecemos todos. Creio que assim é mais fácil dirigir uma partida.

P: As vezes as relações com os jogadores são complicadas.
Collina: Creio que as relações entre árbitros e jogadores são mais importantes que pode existir dentro do campo. Eles têm que saber que não somos inimigos, que estamos ali do mesmo lado. O melhor deve vencer.

P: Como se prepara?
Collina: A preparação é muito importante, tanto física como psíquicamente. Tem que conhecer o futebol, as equipes que vamos atuar, como jogam, quais as suas jogadas. Tem que saber tudo sobre eles, inclusive a tática que utilizam.

P: Você vê vídeos das equipes?
Collina: Sim, vejo os vídeos das equipes e os árbitros tem que "ler" uma partida.

P: É para ver como se portam os jogadores?
Collina: Não. Para ver como jogam, porque não podem me enganar. Vejo para saber como se joga as equipes. Não pode deixar-se influenciar quanto apita uma partida de volta, mas sim saber como foi a partida de ida.

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