ANAF : Associação Nacional dos Árbitros de Futebol

Márcia Bezerra Lopes Caetano

Policial Militar, esposa, mãe e Árbitra Assistente, esta é Márcia Caetano que surge no cenário nacional após ser uma das duas mulheres do quadro nacional qualificada no teste físico para homens padrão Fifa em 2008.

11/05/2008

ANAF - Quando iniciou e o que a levou a entrar na arbitragem?

Márcia - Cresci no meio da arbitragem, desde os oito anos acompanho meu pai o Sr. Lourival Domingos Lopes (Becão), ex-árbitro CBF, e o meu ídolo na arbitragem.

ANAF - Quando e aonde você fez o curso de árbitro?

Márcia - Em 1996, na Federação de Futebol do Estado de Rondônia, meu professor o Sr. Jaime de Melo Bastos de Lima, entrei no quadro da CBF em 1998.

ANAF - Você é casada com um arbitro, não é?

Márcia - Sim

ANAF - Quem é ele?

Márcia - Almir Belarmino Caetano.

ANAF -  Você se inspirou ou inspira em qual exemplo de árbitro ou assistente?

Márcia - Meu maior ídolo meu pai, Lourival Domingos Lopes (Becão) Ex-árbitro CBF e meu esposo, Almir Belarmino Caetano que sempre me orientou.

ANAF - Vocês se conheceram no mundo da arbitragem?

Márcia - Já tínhamos amizade de muito tempo, sempre fazendo parte da arbitragem, começamos a namorar, quase dois anos após o namoro nos casamos no dia 20 de dezembro de 2000. Temos uma filha, Larissa Emanuelle Lopes Caetano, ela tem 6 anos.

ANAF - Em 2007, você trabalhou na Copa do Brasil, com o seu marido apitando a partida, como se sentiu?

Márcia - Foi maravilhoso compartilhar um momento que nós dois queríamos, porém normal como qualquer outra partida e como fosse com outro profissional.

ANAF - Teve tratamento especial por ser esposa do árbitro da partida?

Márcia - Não, sou profissional igualmente e ser tratada como tal e muito bom.

ANAF - Qual foi a reação dos dirigentes ao tomar conhecimento de que um casal trabalharia no jogo do seu time?

Márcia - Todos faziam perguntas se realmente éramos casados, ficaram surpresos, pois não tinham registrado uma situação assim.

ANAF - Ser esposa do árbitro da partida, ajuda ou prejudica?

Márcia - Não interfere em nada, trabalhamos de igual, ele como condutor da partida, eu como peça informativa, no auxilio, sempre.

ANAF - O que fazem fora da arbitragem?

Márcia - Temos a mesma profissão, somos policiais militar, sempre fazemos as coisas juntos, os treinamentos, as técnicas, estudos teóricos.

ANAF - Como você reage aos palavrões vindo da torcida?

Márcia - Não são bons de serem ouvidos, mas me concentro totalmente na partida, faço de conta que estamos só, a arbitragem e os jogadores da partida.

ANAF - Trabalhou este ano em jogos do estadual, quantos e quais?

 

Márcia e o marido Almir Belarmino Caetano

Márcia - Em 2006, trabalhei em seis jogos e o principal jogo foi Jí-Paraná F.C. X S.E.U.Cacoalense. Em 2007, fiz três jogos pelo Campeonato da 2ª Divisão, o principal jogo foi a Final do Campeonato - Jarú F.C. X Vilhena E.C. Este ano o Campeonato ainda esta em andamento, fiz cinco jogos, o principal Ulbra E.C. X Jarú F.C. 

ANAF - Em quais jogos da CBF trabalhou em 2007?

Márcia - Trabalhei em 1 jogo da Copa do Brasil, Rio Branco/AC X Naútico/PE e 1 jogo do Campeonato Brasileiro da série B,  Nacional/AM X Sport/PE.

ANAF - Ana Paula é a assistente mais famosa do Brasil, pela competência e por pousar nua para revista masculina, você tem uma opinião sobre isto?

Márcia - Parabenizo a Ana por sua competência na arbitragem, e cada um procura o que e melhor para si, procuro tirar proveito do que é bom para arbitragem.

ANAF - Você, pousaria?

Márcia - Nunca pensei nisso, não seria de mim.

  ANAF - Você acha possível que alguma garota use a arbitragem como trampolim para outra carreira?

Márcia - Não sei, até porque cada pessoa tem atitudes ou pensamentos diferente.

ANAF - Como saber quem é da arbitragem e quem usa a arbitragem para este tipo de coisa?

Márcia - Não saberia classificar.

ANAF - Teste físico padrão FIFA, você e uma árbitra de Minas Gerais, são as únicas que conseguiram passar no teste do masculino, para mulher é tão difícil assim?

Márcia e a filha Larissa Emanuelle Lopes Caetano

Márcia - Fácil não é, mas com um bom treinamento e mente tranqüila da para chegar lá e não acomodar-se.

ANAF - Você acha que outras árbitras conseguirão passar neste teste?

Márcia - Com certeza, só depende de cada uma e as incentivo para que não desistam.

ANAF - Em 2007, enquanto você treinava e treinava, as escalas não vinha a nível nacional, como se sentia e aonde encontrou força para continuar?

Márcia - Um sonho não se acaba sem antes ter começado, o nosso grupo de arbitragem e forte e nunca desistimos, sempre pensamos que um dia a oportunidade viria e acreditamos acima de tudo em Deus e no nosso potencial.

ANAF - Você assiste seus jogos após as partidas realizadas? Quando você percebe que errou, como se sente?

Márcia - Errar e do ser humano, mas faço o possível para não errar, e quando acontece não fico bem e procuro corrigir.

ANAF - Fale sobre os seus planos na arbitragem para o presente e para o futuro.

Márcia - Continuar o trabalho que fazemos e sempre almejando o melhor para representar bem a arbitragem rondoniense e nacional.

ANAF - Deixe uma mensagem para as jovens arbitras que estão surgindo.

Márcia - Somos vencedoras, sempre há um caminho a seguir e só continuar com ele que vamos chegar, o segredo é começar, desenvolver e contenha sempre, não desistam, um dia após o outro. O futuro e de vocês.


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