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Perfil: Márcio Rezende

É pênalti
José Roberto Wright
wright@lancenet.com.br
Este é o perfil do conceituado árbitro da Fifa,
que apitou a Copa do Mundo de 1998.
Como você administra a sua família e o futebol?
Márcio Rezende: É muito difícil, pois nem sempre os filhos e a esposa
aceitam as várias viagens que tenho de fazer. Temos que conseguir conciliar
ambas as coisas.
Qual é a sua leitura preferida?
Márcio Rezende: Eu leio muito. Gosto de livros da doutrina espírita.
Qual o filme que mais marcou sua vida?
Márcio Rezende: Sou um cinéfilo convicto. São vários filmes, mas
poderia citar “Meu pé esquerdo”.
Qual o seu time de coração?
Márcio Rezende: Quando era pequeno torcia. Hoje não tenho mais time.
Uma personalidade marcante em sua vida é ...
Márcio Rezende: Meu pai.
De onde surgiu a vontade de ser árbitro de futebol?
Márcio Rezende: Eu era jogador de futebol, um dia vi um cartaz
oferecendo o curso de arbitragem, e resolvi fazer. Era uma vergonha eu ser um
atleta e não conhecer as regras. O fato de me tornar árbitro efetivamente
aconteceu por acidente. Não era meu objetivo, mas aconteceu.
Como foi o início da sua carreira?
Márcio Rezende: Após me formar em economia consegui emprego no Banco
Real, e parei de jogar futebol. A arbitragem veio preencher uma lacuna, o que
não significa que sou um atleta frustrado que se completou na arbitragem.
Qual o seu maior sonho na arbitragem?
Márcio Rezende: Atingir a milésima partida. Tenho catalogado todos os
meus jogos, desde o amador. Estou bem próximo disso. A revista da Conmebol até
falou sobre o assunto.
Qual foi o jogo mais importante da sua vida?
Márcio Rezende: São vários: a decisão da Copa América de 93 entre
Argentina e México; a decisão da Intercontinental, no Japão, onde jogaram
Juventus e River Plate; e a estréia da França contra a África do Sul na Copa
de 98. Mas não poderia deixar de citar, pelo lado negativo, a decisão do
Brasileiro de 95 entre Santos x Botafogo.
Como é o dia seguinte após um erro de grande repercussão?
Márcio Rezende: Sofro muito, principalmente porque algumas pessoas
costumam confundir as coisas.
Cite alguns jogadores que são difíceis de dirigir em uma partida.
Márcio Rezende: Tive em minha carreira poucos problemas com jogadores.
Mas posso citar dois: Neto e o Éder Aleixo.
Quais são os melhores árbitros na atualidade?
Márcio Rezende: Isso é muito circunstancial. Mas Paulo César de
Oliveira será um dos maiores árbitros do mundo junto com o colombiano Oscar
Ruiz.
E o melhor jogador?
Márcio Rezende: Ronaldinho Gaúcho está jogando muito.
Em qual aspecto a arbitragem brasileira precisa melhorar?
Márcio Rezende: O Brasil precisa de
treinamento específico para árbitros e assistentes no campo. Os árbitros devem
treinar todos os dias como os atletas. Mas infelizmente nossas
federações/comissões alegam falta de verbas para executar essa tarefa de
fundamental importância.
Você acha que a profissão deveria ser regulamentada?
Márcio Rezende: Sou um defensor e batalhador da profissionalização. Temos que parar de brincar de arbitragem. Por que apenas o árbitro é amador?
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