ANAF : Associação Nacional dos Árbitros de Futebol

Carlos Eugênio Simon

Este é o perfil do conceituado árbitro da Fifa, que apitou a Copa da Coréia /Japão.

Como você administra a sua família e o futebol?

Carlos Simon:
Sou um pai participante. Divido as obrigações domésticas com a minha esposa, procurando compensar a minha ausência. A minha família costuma acompanhar os jogos em que atuo, gravando-os para que eu possa estudá-los. A família é a principal base de sustentação da minha carreira.

Qual é a sua leitura preferida?

Carlos Simon: Os bons clássicos da literatura mundial e brasileira, e livros técnicos sobre futebol e jornalismo.

Qual o filme que mais marcou sua vida?

Carlos Simon: “Um sonho de liberdade”.

Qual o seu time de coração?

Carlos Simon:
Gaúcho do Braga (time da minha terra natal).

Uma personalidade marcante em sua vida é ...

Carlos Simon: Jesus Cristo.

De onde surgiu a vontade de ser árbitro de futebol?

Carlos Simon: Sempre gostei de futebol e a partir de um imprevisto no segundo grau apitei uma final e fui aconselhado pelo professor Luis Carlos Martins a fazer o curso na Federação Gaúcha. Esta história conto detalhes no meu livro “Na diagonal do campo”, lançado recentemente.

Como foi o início da sua carreira?

Carlos Simon: Foi difícil, como é para todos em qualquer profissão. Comecei apitando em jogos amadores e lá se vão 20 anos de carreira. Como disse Fidel Castro: “O néctar do sucesso se bebe num cálice de sacrifícios”.

Qual seu maior sonho na arbitragem?

Carlos Simon: Apitar com a mesma qualidade técnica e física até a última partida.

Qual foi o jogo mais importante da sua vida?

Carlos Simon: Final Intercontinental 2002: Real Madrid x Olímpia. E os jogos da Copa do Mundo realizada no Japão/Coréia no mesmo ano.

Qual foi a sua pior partida?

Carlos Simon: A mais polêmica foi Corinthians x Brasiliense.

Qual foi o seu maior erro dentro de campo?

Carlos Simon: Já cometi alguns erros, mas o fundamental nesta profissão é analisar o erro para que não se repita.

Como é o dia seguinte após um erro de grande repercussão?

Carlos Simon: Ficar em casa ao lado da família, que é o meu maior esteio, é a melhor coisa a se fazer.

Cite alguns jogadores que são difíceis de dirigir em uma partida e os mais fáceis:

Carlos Simon: Os mais difíceis são os que entram em campo para não jogar, ou seja, cometem faltas e reclamam da arbitragem. Os mais fáceis são os que só querem jogar e não se preocupam com a arbitragem.
Quem são os melhores árbitros na atualidade?

Carlos Simon: Temos grandes árbitros no Brasil e no mundo. Não citarei brasileiros pelo grande respeito e consideração que tenho por todos. Dois estrangeiros que aprecio são o colombiano Oscar Ruiz e o alemão Marcus Merk.

Qual é o melhor técnico e o melhor jogador do país?

Carlos Simon: Carlos Alberto Parreira e Ronaldinho Gaúcho.

Em qual aspecto a arbitragem brasileira precisa melhorar?

Carlos Simon:
Temos que melhorar na avaliação das faltas.

Fonte: Entrevista concedida a José Roberto Wright no Jornal O Lance

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