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rbitro: Dulcídio Wanderley Boschillia(SP)

Dulcídio no Morumbi. Em quase 30 anos de arbitragem, tornou-se sinônimo de honestidade

Dulcídio Wanderley Boschillia faleceu em São Paulo,
vitimado por um câncer, em 14 de maio de 1998, aos 59 anos. Foi um dos mais
emblemáticos árbitros de todos os tempos no futebol brasileiro. Orgulhava-se de,
em 26 anos apitando partidas de futebol, jamais ter tido padrinho que o ajudasse
nas escalas. Talvez por isso, jamais chegou ao quadro da Fifa.
Nos gramados, era muito respeitado pelos jogadores pela personalidade. A
formação de policial militar o ajudava a conter o ânimo daqueles que ousavam
reclamar de suas marcações. Nunca teve medo de enfrentar ninguém. Muito menos de
cumprir à risca as regras do jogo. Certa vez, em um clássico entre Palmeiras e
Portuguesa no Pacaembu, mandou voltar três vezes a cobrança de um pênalti a
favor do time do Canindé alegando que o goleiro Leão havia se mexido.
Deixou a arbitragem sendo considerado um árbitro honesto e sempre lembrado
quando partidas complicadas se avizinhavam. Entre outras, dirigiu a decisão do
Paulistão de 1974 entre Palmeiras e Corinthians, a final do Brasileiro de 1975
entre Cruzeiro e Inter e a histórica partida em que o Corinthians bateu a Ponte
Preta em 1977 e saiu de uma fila de mais de 22 anos sem títulos.
Mas também entrou para a história por situações curiosas. Certa vez, em 1983,
interrompeu uma partida entre Atlético Paranaense e Campo Grande, do Rio de
Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro no final do primeiro tempo por causa de uma
dor de barriga. Foi ao banheiro e minutos depois retornou ao gramado sob
aplausos da torcida.
Fonte: www.miltonneves.com.br
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