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rbitro: Ethel Rodrigues (SP)ex-repórter e ex-árbitro.
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Ethel Rodrigues, o Etelvino Rodrigues, um
dos maiores "repórteres volantes" da história do rádio esportivo brasileiro de
todos os tempos, morreu em Belo Horizonte-MG, no dia 14 de maio de 1999.
Capixaba de Vitória-ES, Ethel Rodrigues marcou época no "Scratch do Rádio" da
Rádio Bandeirantes-AM de São Paulo, mas teve a infeliz idéia de se tornar
árbitro, em 1964 e 1965, apitando pela Federação Paulista de Futebol.
Depois de polêmica arbitragem de um Santos 2x1 Corinthians, em que anulou um gol
legítimo de Flávio, do Corinthians, Ethel Rodrigues viu ruir sua carreira de
árbitro e de repórter-volante.
Mudou-se para Belo Horizonte onde viveu e morreu. Triste e esquecido. E
arrependido de ter-se metido em arbitragem.
Confira acima uma foto histórica reunindo no Pacaembu grandes personalidades da
imprensa esportiva, que formaram o "Escrete do Rádio", da Rádio Bandeirantes-AM
de São Paulo, nos anos 60.
Veja abaixo, a carta que Milton Neves recebeu do grande Flávio Araújo, amigo de
Ethel Rodrigues e atualmente morando em Presidente Prudente-SP. "Caríssimo
Milton, estou lendo no jornal "Oeste Notícias", aqui da minha cidade a sua
coluna de estréia no mesmo, neste 9 de fevereiro de 2003.
A satisfação por lê-lo novamente é empanada pela notícia do desencarne do Ethel
Rodrigues. De qualquer maneira, parabéns pelo seu sucesso, a cada dia maior. E
registro o meu pesar pelo passamento do Ethel, meu velho amigo.
Como não sei o que o Fiori disse na TV Record, atrevo-me a passar algumas
informações que se seguem: Ethel Rodrigues viveu sozinho até seu casamento. Foi
criado sem pais. No dia de seu casamento, na Igreja Santo Antonio do Pari. Todos
nós, seus colegas ali presentes, demoramos muito tempo o consolando pela crise
de choro que o acometeu. Dizia que pela primeira vez iria ter um lar na vida.
Era concunhado de Zezinho, aquele centroavante que substituiu Heleno de Freitas
no Botafogo e que depois viria para o São Paulo.
Ethel nasceu em Borboleta-SP (hoje Bady Bassit-SP), ao lado de São José do Rio
Preto-SP, e na infância trabalhou num armazém da “Secos e Molhados” fazendo
entregas numa bicicleta. Era chamado de Zico pela molecada. Um dia, quando
entregava um saco de arroz, o mesmo se partiu e derramou o produto por todos os
lados. Ficou com o apelido de “Zico Arroz”. Era um dos maiores contadores de
piadas que já conheci e nos divertia a todos em nossas viagens para Ribeirão,
Rio Preto, Araraquara, Prudente, etc...
Ethel foi o maior repórter esportivo de rádio que conheci. Antes dele, só o Tom
Barbosa, aí da sua Jovem Pan. Ethel não tinha medo de perguntar e vivia
enquadrando dirigentes com questionamentos ousados. Fazia realmente perguntas
que interessavam ao público. Era outro o rádio daquela época. Como árbitro,
tinha estilo e qualidade. Pena o que lhe aconteceu. Em São Paulo ficou
comprometido. Em Minas Gerais foi a fatalidade de afrontar o poderoso Galo
Mineiro. Com um pouco mais de sorte, ou orientação, teria feito carreira também
como um dos nossos grandes do apito.
Finalmente, estou anexando uma foto de 1958 onde Ethel está em Presidente
Prudente ao lado de meu cunhado, Aristóteles Lopes Pinheiro, que era, na época
um excelente rádio-escuta-noticiarista do rádio local e que ciceroneava o Ethel
e também ao Fiori e a outros, que vinham até aqui. Ethel Rodrigues empunhava o
microfone da Bandeirantes no então estádio da Prudentina.
Fonte: site www.Miltonneves.com.br
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