
Árbitro:
Olten Aires de Abreu (SP)
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Olten Aires de Abreu foi atleta,
árbitro, treinador e dirigente de futebol, é advogado, professor de educação
física, jornalista, músico e poeta. Ele viveu seus grandes momentos como árbitro
de futebol, tendo apitado partidas memoráveis, como o jogo inaugural do Morumbi
entre São Paulo e Sporting Lisboa.
Apitou o jogo Santos e Fluminense, no Maracanã, partida que foi marcada pelo gol
de placa feito por Pelé. Depois do gol o jogo ficou paralisado durante 6
minutos, porque o público de pé aplaudiu o rei do futebol e Olten Aires de Abreu
não teve outra alternativa a não ser também bater palmas.
Ele apitou a Copa do Mundo de Chile em 1962 e também apitou o jogo do século em
Nova Iorque, entre Santos e Internazionale de Milão, em 1968.
Olten Aires de Abreu mora em São Paulo e foi presidente do SITREPESP por 10
anos. SITREPESP quer dizer: Sindicato dos Treinadores Profissionais do Estado de
São Paulo.
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| Estádio do Morumbi, 1965: Sansão, Olten Ayres de Abreu e Anacleto Pietrobom, antes de um Santos e Corinthians. |
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| Pelé e Pinheiro disputam a bola no Maracanã, em 1961. Olten Aires de Abreu observa. Logo depois nasceria o gol mais bonito da história do Maracanã, marcado pelo Rei Pelé após passar por cinco marcadores e tocar a bola por baixo do goleiro Castilho. Como homenagem ao lance inesquecível, Pelé recebeu do jornalista Mário Filho uma placa, com os seguintes dizeres: Neste campo no dia 5 de março de 1961 Pelé marcou o tento mais bonito da história do Maracanã. Nascia alí o primeiro Gol de Placa do futebol. |
Fonte: site www.Miltonneves.com.br
Olten, o mossoroense que deu certo

Reprodução AUGE - Olten Ayres, ao lado de Dino Sani, em decisão nos anos 60
Everaldo Lopes - Repórter Pesquisador
Mossoró já deu jogadores de Seleção Brasileira, que foram Dequinha nos anos 50 e
mais recentemente o ala esquerdo Nonato, já teve outros craques de bola como
Jorginho, Tidão, Zé Leão, Valeriano, Júnior Xavier e Cícero Ramalho, até já
botou o destemido Lampião pra correr. Ainda no futebol, porém no assunto
arbitragem ninguém superou Olten Ayres de Abreu, o menino nascido por acaso em
Mossoró, no já bem distante 1928. Olten Ayres, simplesmente foi um dos maiores
árbitros que já atuaram no futebol paulista, apitou até o jogo inaugural do
maior estádio de futebol dos EUA, o Yankee Stadium com o jogo Santos de Pelé,
Coutinho, Zico e Gilmar x Inter de Milão. O encontro ficou conhecido como o jogo
do século. Nem de longe Olten imaginaria que aquela partida seria uma
verdadeira guerra campal. Foi quando o italiano Landino fez uma falta violenta
no centro avante Toninho Guerreiro, que nem esperou a atitude do árbitro, deu
logo um tremendo soco no seu agressor. O tempo fechou, segundo Olten no seu
livro narrativa “A Saga de um Vencedor”, há poucos dias lançado no salão nobre
do São Paulo FC., com enorme sucesso.
Para um menino filho de um simples servidor público, chegar aonde chegou faz de
Olten um verdadeiro vencedor. É formado em Educação Física e em Direito,
advogado militante no Foro de São Paulo, o mossoroense Olten tem hoje situação
financeira confortável. Talvez não tenha ganhado muito dinheiro com a
arbitragem, mesmo sendo o melhor árbitro paulista e um dos melhores do Brasil,
as taxas pagas naquele tempo eram bem inferiores às de hoje. Basta dizer que, na
Copa da Alemanha, cada arbitragem vai ser remunerada com nada menos de R$ 83
mil. Só um brasileiro - o gaúcho Carlos Eugênio Simon vai botar a mão nessa
grana. Em 1961, apitando o jogo Fluminense 1 x 3 Santos, Ayres de Abreu
testemunhou uma jogada genial de Pelé. O Rei pegou a bola na intermediária
santista, mandou fazer fila e saiu driblando quem aparecesse - ao todo, seis,
até ficar cara a cara com Castilho. Aí, deu um leve toque: gol do Santos. O
Maracanã, lotado, ovacionou o grande lance da partida. Olten foi lá e
cumprimentou o gênio Pelé.
Um dos orgulhos do antigo árbitro é seu filho - Olten Ayres de Abreu Júnior,
igualmente advogado. Olten preserva grandes amizades feitas na sua carreira de
árbitro, advogado e presidente durante anos do Sindicato dos Treinadores
Profissionais de São Paulo. Seu sucessor no Sindicato é o amigo do peito, José
Teixeira de Carvalho, ex-treinador. A relação de grandes amigos de Ayres de
Abreu inclui o ex-todo poderoso presidente da Federação Paulista de Futebol,
Eduardo José Farah, Osvaldo Rico, ex-governador Laudo Natel, Brazil Vita,
Orlando Duarte, Marco Polo Del Neto, atual presidente da FPF, ex-presidente do
São Paulo, Marcelo Portugal Gouveia, o goleiro Rogério Ceni,Pelé, presidente do
São Paulo, Juvenal Juvêncio, o veteraníssimo empresário Juan Figger, técnico
Murici Ramalho, José de Assis Aragão, entre tantos que preserva.
Curiosamente, Olten não poupa alguns cartolas, já que tem mágoa desde o tempo em
que foi enganado por Mendonça Falcão e Paulo Machado de Carvalho. Ele era o
número um para apitar no Mundial do Chile, mas a FPF inventou uma tal homenagem
a João Etzel Filho, que estava perto da aposentadoria. “Então, me fizeram um
apelo para aceitar ser o reserva número um, enquanto Etzel seria o titular.
Garantiram que na Copa de 66 ninguém tomaria o meu lugar na Copa da Inglaterra.
Tudo arrumadinho, lamenta Olten. No livro ele cita a grana que os brasileiros
deram ao árbitro Esteban Marinho para sumir na hora do julgamento de Mané
Garrincha. Resultado: sem testemunha da agressão de “Mané”, fatalmente ele seria
absolvido pelo Tribunal. Não deu outra. Hoje Olten é um homem de bem com a
vida, curtindo uma velhice feliz. No passado também foi famoso como praticante
do atletismo, campeão paulista em várias provas.
Fonte:Tribuna do Norte
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