
Arbitro: José Luiz Guidotti (SP)

O ex-árbitro José Luiz Guidotti, que trabalhou
muitos anos na Federação Paulista de Futebol, faleceu no dia 12 de junho de
2007, aos 65 anos, em Piracicaba, onde residia.
Após parar com o futebol, atuou em diversos segmentos com destaque para o
político, que o levou a ser vereador em Piracicaba. Também escreveu um livro em
que relatou suas experiências de vida nos gramados de futebol.
Nascido em Limeira (SP), no dia 29 de setembro de 1941, Guidotti deixou a esposa
Vera Lúcio e sete filhos (Luiz Neto, Carlos Eduardo, José Luiz Júnior, Paulo
César, Kátia Cristina, Kelly Cristina e Luciano).
Abaixo, confira o texto que recebemos de sua filha Kátia, no dia 13 de junho
de 2007.
"Morreu em Piracicaba, vítima de um infarto, o limeirense José Luiz Guidotti,
misto de árbitro de futebol, jornalista, escritor e navegador fluvial. Ele
tornou-se um nome de destaque quando em 1977, dirigiu o jogo América x Marília,
um clássico do interior, válido pela Divisão Especial do Campeonato Paulista.
Foi a sua primeira partida na mais importante divisão do futebol profissional
paulista. Antes foi jogador do XV de Piracicaba e presidente do clube em 1965.
Guidotti é dono da melhor nota até hoje conseguida por um aluno da Escola de
Árbitros da Federação Paulista, tendo se formado na turma de 1971/72 com média
93,35 em Regras do Futebol e 96,50 em Legislação Esportiva. De diploma na mão e
bandeira na outra, Guidotti estreou como auxiliar de linha numa partida válida
pelo Campeonato Paulista Dente-de-Leite, na Comendador Souza. Junto com ele
formaram-se Ulisses Tavares da Silva Filho, João Leopoldo Ayeta, Antonio Carlos
dos Santos Loupo, David Aveiros, João Leal Neto, Euclydes Fiori e José Teixeira
entre outros. Durante os quase 17 anos em que permaneceu no quadro da FPF, José
Luiz Guidotti dirigiu mais de 800 partidas.
Em 1978, um ano após sua estréia como árbitro da Divisão Especial, passou a
integrar o Quadro Nacional da antiga CBD, hoje CBF, onde ficou por 8 anos.
Perguntado porque abandonou a profissão, ele foi taxativo: “não agüentava mais
as longas viagens e estava cansado da vida de árbitro”. Fatos marcantes e
curiosos marcaram a sua vida. O mais intrigante foi que ele não assistiu a mais
nenhuma partida de futebol desde que deixou a arbitragem, seja no campo ou na
TV.
Em 1973, comandou o primeiro curso de árbitros promovido pela Associação
Profissional de Árbitros do Estado de São Paulo, que deu origem ao Sindicato dos
Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. Foram mais de 50 cursos ministrados.
Formou-se em Relações Humanas na Unimep e em Liderança e Relações Humanas na
Faculdade de Ciências Econômicas de Bauru, além do Curso de Direito Esportivo na
PUC de Campinas.
Em 1993 foi credenciado Mestre Amador pela Marinha do Brasil. Guidotti
sempre foi um apaixonado pelas águas, tanto é verdade, que em 1990, em companhia
do filho Luciano, deixou Piracicaba num pequeno barco de alumínio e depois de 33
dias de viagem, chegou em Montevidéu, no Uruguai. Em 1991 navegou todo o Rio
Piracicaba e em 1992 foi a vez do Tietê. Em 1994 navegou de Piracicaba a São
Simão, em Goiás e em 1995 fez o trajeto do Cone Sul, chegando a Puerto Iguazú,
na Argentina.
Em 1977 navegou da nascente a foz do Paraíba do Sul e no ano seguinte subiu
o mapa do Brasil, saindo de Barra do Garças, no Mato Grosso, pelo rio Araguaia,
até chegar em Belém do Pará. Três anos depois, Guidotti realizou a Navegação
Mercosul 2000, saindo de Piracicaba e chegando a Buenos Aires, percorrendo 3.300
quilômetros em 25 dias. Nesta viagem, sua performance emocionou tanto os
argentinos que lhes outorgaram o título de “Maior Navegador Fluvial do Mundo”,
Guidotti foi vereador em Piracicaba de 1964 a 1968, trabalhou com o governador
Adhemar de Barros e como escritor foi autor de 11 livros, a maioria sobre suas
aventuras.
Ele também foi um colecionador de honrarias e integrava o Instituto
Histórico e Geográfico de Piracicaba, além da Academia Piracicabana de Letras,
onde ocupa a cadeira 21, tendo como patrono Affonso de Taunay. Ele também era
presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Piracicaba. O ex-árbitro era
filho de Luiz e Diva Ragazzo Guidotti.
Katia Guidotti"

Após parar com a arbitragem, dedicou-se à política e chegou a ser vereador em Piracicaba
Fonte: www.miltonneves.com.br
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