PROFISSIONALIZAÇÃO DOS ÁRBITROS

Quem pagará a conta da profissionalização dos árbitros no Brasil?

03/04/2008

Reunidos no último fim de semana em Porto Alegre, sul do país, o Grupo de Trabalho pela Profissionalização da Arbitragem no Brasil formalizou um documento que será enviado ao Congresso Nacional para que seja inserida na reforma da Lei Pelé, a profissionalização dos árbitros de futebol. É bom lembrar que a regulamentação da profissão está engavetada há muitos anos em Brasília, sofre do chamado  “embargo de gaveta”. Se levar em conta que num estádio com cerca de 100 mil pessoas, salários milionários e a disputa de um título que valem milhões de euros e classificação para torneios internacionais, apenas aqueles quatro  caras de preto não são profissionais e cabem a eles decidir o futuro daquela disputa. E eles são pressionados de todos os lados  e entregando nas mãos de Deus, apelando por uma ajuda divina. Será que já existe um Santo ou uma Santa que proteja os árbitros?

Árbitros como Carlos Eugênio Simon, Evandro Roman, Sálvio Espíndola Fagundes Filho, Carlos Breckembrock, de Santa Catarina, estão dando murros em ponta de faca, tentando um futuro melhor 

para a arbitragem brasileira, ao se reunirem e formatar esse documento com a ajuda de outros árbitros e ex-árbitros como Carlos Elias Pimentel. A luta é inglória, mas o assunto é rico e capaz de provocar muita blábláblá. De um lado clubes, torcedores e imprensa querendo melhores árbitros, do outro, os próprios árbitros querendo condições para se dedicar exclusivamente às 17 regras do jogo.

E, no meio de tudo isso, a pergunta que ninguém consegue responder: quem vai pagar a conta, os clubes, a CBF, os contratos com as tvs, as rendas, ou seria o Governo Federal? Depois que alguém descobrir isso, pode aproveitar e me responder, qual o salário justo para um árbitro e seus auxiliares?  Atualmente, nem a Fifa, toda poderosa, sabe responder essas minhas dúvidas e dívidas.

Resmungar aos microfones que foi “roubado” por esse ao aquele juiz de futebol, como se diz nas Minas Gerais, todos resmungam. Ensinar regras aos jogadores, ninguém ensina e até o Governo Federal consegue morder os nossos sopradores de apitos ao descontar de suas cotas das partidas o imposto de renda e o INSS, mas reconhecê-los como profissionais e até aposentá-los por incapacidade técnica de exercer a profissão, ninguém consegue. Deve ser por isso que todo árbitro tem duas  mães!

Fonte: Wellington campos - http://justicadesportiva.com.br


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