
Estresse do árbitro
05/04/2005
O juiz ainda fica estressado quando está doente ou com má preparação física. Para o bandeirinha, cometer erros sucessivos acarreta um impacto muito negativo, porque o árbitro pode não aceitar mais suas indicações.
ERROS - O professor Antonio Santos e a psicóloga Carla Lopes, da Seleção Brasileira de Tiro Esportivo, finalizaram um estudo com os árbitros de futebol profissional de Pernambuco e também seus assistentes, os “bandeirinhas”. O fator causador de maior nível de estresse psicológico é cometer erros sucessivos, “isso tem um efeito negativo sobre o estado do árbitro”, aponta professor Santos.
Outra situação que provoca um estímulo, nesse caso uma ativação positiva, é quando ele é escalado para “apitar” partidas decisivas. “Apesar de toda possibilidade de erro que existe em qualquer situação, o juiz se sente estimulado a enfrentá-la”, completa. O juiz ainda fica estressado quando está doente ou com má preparação física. Para o bandeirinha, cometer erros sucessivos acarreta um impacto muito negativo, porque o árbitro pode não aceitar mais suas indicações. “O assistente levanta a bandeira indicando o impedimento, e o árbitro diz: — continua o jogo”.
“O árbitro é uma figura esquecida. Ninguém pensa em preparação psicológica para ele. É uma pressão muito grande da torcida, dos dirigentes, da imprensa e também da sua própria federação. Quando a gente identifica esses fatores psicológicos, a gente pode oferecer para eles alguma preparação, por exemplo, quando se comete um erro, como se refazer para que ele comece a acontecer erros sucessivos”, explica o professor.
Fonte: Por Eduardo Chianca, da Ascom/UFPE
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